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Crise no STF: Bruno Reis critica "interferências" políticas nas decisões do Judiciário

Prefeito de Salvador defendeu que ministros tomem decisões com base na lei

Por Gabriel Rezende , Ane Catarine Lima
Às

Atualizado
Crise no STF: Bruno Reis critica "interferências" políticas nas decisões do Judiciário

Foto: Valter Pontes Secom/ PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), criticou nesta quarta-feira (9) o que considera uma interferência de critérios políticos nas decisões do Judiciário brasileiro. 

Ao comentar a crise que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master, Bruno defendeu que a Corte deve se limitar à aplicação das leis e da Constituição.

“Um dos problemas hoje do Judiciário, que está vivendo a maior crise na história no Supremo Tribunal Federal, é por causa das interferências e das decisões. Cabe ao Judiciário decidir com base na lei, e não em critérios políticos”, disse o prefeito.

A declaração foi feita durante conversa com a imprensa no ato de inauguração da Escola de Ofícios Tradicionais de Salvador, na Casa das Sete Mortes, na Rua do Passo, no Pelourinho.

Entenda a crise no STF

A atual crise envolve decisões e acusações relacionadas aos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, além das investigações sobre o Banco Master.

O caso ganhou força a partir de uma investigação envolvendo o banco. No ano passado, o ministro Dias Toffoli puxou o caso para o STF sob a justificativa de foro privilegiado e impôs segredo de Justiça.

Alvo de críticas e pressão interna, Toffoli deixou a relatoria do caso em janeiro de 2026 e foi substituído pelo ministro André Mendonça.

No início de setembro, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que continha conversas e registros de encontros entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente no âmbito das investigações sobre o Banco Master.

Diante das informações, Mendonça pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de uma investigação contra Moraes.

Logo depois, Moraes revidou e pediu uma investigação contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News

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