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Vídeo: Bruno Reis minimiza investigação sigilosa que cita ACM Neto no caso Master

Prefeito de Salvador defendeu os R$ 3,6 milhões recebidos pela empresa do candidato

Por Gabriel Rezende , Ane Catarine Lima
Às

Atualizado
Vídeo: Bruno Reis minimiza investigação sigilosa que cita ACM Neto no caso Master

Foto: Farol da Bahia

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), minimizou nesta quarta-feira (9) a investigação sigilosa da Polícia Federal (PF) que cita o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), no caso Banco Master.

Questionado pelo Farol da Bahia durante uma coletiva de imprensa, Bruno afirmou que Neto não ocupa cargo público e que os valores recebidos pela empresa de consultoria ligada ao ex-prefeito foram pagos de forma regular. 

A empresa de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag.

“A consultoria que ACM Neto, que é liberal e autônomo, recebeu foi devidamente regular. Diferente de muitos que são citados, ele não ocupava e nem ocupa cargo público”, afirmou o prefeito.

O que a investigação revelou

A decisão posteriormente anulada do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento cautelar de integrantes da cúpula da Polícia Federal, revelou a existência de uma investigação sigilosa envolvendo ACM Neto e o Banco Master.

O documento, divulgado na terça-feira (8), também revelou que relatórios da PF levantaram suspeitas sobre a decisão de Mendonça de separar as investigações relacionadas a ACM Neto e ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda. 

Os documentos também apontaram uma possível adoção de critérios diferentes para analisar as provas conforme a identidade política dos investigados.

•LEIA MAIS: ACM Neto nega envolvimento com Overclean e Caso Master e diz que “Rei do Lixo” é apenas seu amigo pessoal

PGR foi contra operação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra medidas ostensivas que tinham como alvos ACM Neto e Antonio Rueda no caso Banco Master. A informação consta em um relatório de inteligência da PF anexado a uma decisão de Mendonça.

Segundo o documento, a operação não chegou a ser deflagrada e permanecia "pendente" de decisão judicial de Mendonça. A PF citou o episódio como exemplo de uma possível adoção de critérios políticos pelo ministro para definir os alvos das investigações.

Veja vídeo:

 

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