Criticadas por Trump e defendida por Lula: confira as novidades previstas para o PIX
Segundo o presidente dos EUA, o sistema é prejudicial às gigantes de cartão de crédito, como Visa e Mastercard

Foto: Reprodução/TVGlobo
O Banco Central (BC) continua trabalhando na chamada agenda evolutiva do PIX e prepara novidades. A plataforma voltou a ser alvo de críticas nesta quarta-feira (1) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sob o argumento de que o sistema é prejudicial às gigantes do cartão de crédito, como Visa e Mastercard.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu prontamente, orientado pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, dizendo que "ninguém" vai fazer o governo brasileiro mudar o PIX. Confira as novidades em estudo abaixo:
Ainda este ano:
Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto. Isso já é oferecido de forma facultativa, mas a previsão é de que seja obrigatória a partir de novembro deste ano.
Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. Objetivo é que sirva de alternativa aos boletos bancários.
Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo. De 2027 em diante, a CBS (tributo federal sobre o consumo) será paga no ato da compra, desde que seja feita por meio eletrônico.
Previstas para 2027, a depender de recursos disponíveis no Banco Central:
PIX internacional: modalidade que já é aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. O BC avalia que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é "parcial", focado em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos transfronteiriços possam ser feitos de forma definitiva, entre países, no futuro. O objetivo é interligar sistemas de pagamento instantâneos.
PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A proposta é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX — possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis.
PIX por aproximação (modelo offline): a ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G.
O Banco Central também segue discutindo o lançamento das regras para o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito. Essa opção já é ofertada por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC quer padronizar as regras.
Segundo eles, isso tende a favorecer a competição entre os bancos e a queda dos juros. Essa padronização não tem prazo definido.


