CVM abre processo contra CEO da Moura Dubeux por negociações em período vedado pela legislação
Como já há uma acusação formulada, o caso vai para julgamento.

Foto: Reprodução/Redes Sociais.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo sancionador contra o CEO da Construtora Moura Dubeux, Diego Villar, devido à negociação de ações na Bolsa de Valores em período proibido pela legislação. Como já há uma acusação formulada, o caso vai para julgamento. As informações são do Blog Capital, do site O Globo.
Segundo informações da autarquia, valores imobiliários foram negociados no segundo trimestre de 2025, cujo balanço foi divulgado em agosto passado.
Sobre o assunto, a empresa informou que não foi formalmente notificada e que “a partir das informações publicamente disponíveis no site da CVM, acredita que as referidas negociações dizem respeito à venda de 13 mil ações recebidas pelo diretor-presidente no âmbito do ILP (incentivo de longo prazo) da companhia, que teria ocorrido durante o período de vedação à negociação aplicável aos administradores (15 dias antes da publicação das informações trimestrais).”
A Moura Dubeux pontuou que a negociação, em questão, acabou não ocorrendo após o diretor-presidente receber informações equivocadas por parte da companhia em relação ao prazo.
“Tal negociação não ocorreu, entretanto, por um equívoco do Sr. diretor-presidente, mas sim em razão de informação equivocada transmitida pela própria companhia ao Sr. diretor-presidente quanto à contagem do prazo aplicável ao período de vedação”, continuou.
Por fim, a empresa destacou que apresentou informações iniciais a autarquia e que aguarda a comunicação oficial para adotar as medidas cabíveis.
Sobre a Moura Dubeux
A incorporadora, avaliada em mais de R$3 bilhões na Bolsa, atua na região Nordeste, especialmente nos estados da Bahia e de Pernambuco.
Além disso, a empresa está no centro de uma disputa judicial sobre um inventário familiar, que dura mais de 16 anos. O conflito está relacionado às manifestações no inventário, que impediu a conclusão da venda do conjunto imobiliário Cassino Americano, em Recife, avaliado em R$ 500 milhões.


