'Dark Horse' pode enfrentar obstáculos jurídicos se for lançado durante as eleições presidenciais, diz colunista
Em 2022, um documentário sobre Jair Bolsonaro teve o lançamento suspenso pelo TSE

Foto: Reprodução
Envolvido na polêmica do financiamento de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o filme "Dark Horse", sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pode enfrentar obstáculos jurídicos caso seja lançado em setembro, um mês antes das eleições presidenciais. A informação é do blog Malu Gaspar, do O Globo.
Em 2022, o documentário "Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”, da produtora de vídeos de direita Brasil Paralelo, teve o lançamento suspenso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas últimas eleições presidenciais. O longa estava previso para ser exibido às vésperas do segundo turno.
Na época, o TSE acolheu um pedido feito pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O precedente pode ser usado novamente para barrar "Dark Horse", pelo menos até 25 de outubro, quando encerra a disputa eleitoral.
No caso do documentário, o TSE concluiu que era importante evitar que um “tema reiteradamente explorado pelo candidato em sua campanha receba exponencial alcance, sob a roupagem de documentário que foi objeto de estratégia publicitária custeada com substanciais recursos de pessoa jurídica”, conforme voto do ministro Benedito Gonçalves, relator do caso.
A diferença é que em 2022, Jair Bolsonaro era candidato à reeleição, enquanto agora quem entrará na disputa presidencial é seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A ficha técnica no site IMDb indica que foram escalados atores para os papéis do clã Bolsonaro, como Michelle, Carlos, Eduardo e o próprio Flávio, que será vivido pelo ator brasileiro Marcus Ornellas, mas ainda não sabe o espaço que cada um deles terá na trama.


