Datafolha: 52% dos brasileiros acreditam que Trump quer ajudar Flávio com tarifaço
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho

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Mais da metade dos eleitores brasileiros (52%) acreditam que o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump ao Brasil tem o objetivo de ajudar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, de acordo com a pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (27).
Outros 37% afirmam que a medida não tem a intenção de favorecer o senador, enquanto 11% dizem não saber responder.
Entre os eleitores de Flávio, 29% afirmaram que a medida de Trump busca favorecer o senador. Por outro lado, entre os que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice chega a 73%.
O levantamento também mostra que 63% dos eleitores afirmaram conhecer o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Desse total, 25% disseram estar bem informados e outros 34% se declararam razoavelmente informados.
Responsabilidade do tarifaço
Os eleitores também foram questionados sobre a responsabilidade pela crise comercial. Para 34%, Lula tem razão ao afirmar que a responsabilidade é de Flávio Bolsonaro. Já 26% concordam com o senador quando ele atribui a culpa ao governo brasileiro.
Outros 24% acreditam que nenhum dos dois está certo, enquanto 11% dizem que ambos têm razão. 6% não souberam responder.
Negociação de solução
Para 74% dos entrevistados, o Brasil deveria negociar uma solução para a crise comercial com os Estados Unidos. Outro 17% consideram que o governo de Lula deveria retaliar os americanos na mesma proporção. Somente 2% acreditam que o Brasil deveria aceitar as taxas.
A pesquisa também avaliou a atuação do governo Lula nas negociações. Para 51% dos entrevistados, o presidente fez menos do que poderia para tentar evitar o tarifaço. Já 29% avaliam que ele agiu corretamente e 12% dizem que Lula fez mais do que deveria.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.


