Débora Rêgo critica baixa efetividade da lei de cotas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho
Juíza do Trabalho abordou inclusão profissional e destacou invisibilidade enfrentada por pessoas com deficiência durante entrevista ao Espectro No Farol

Foto: FB COMUNICAÇÃO
O Esprectro no farol exibiu, no dia 9 de maio, um episódio com a participação da juíza do trabalho Débora Rêgo. Durante a conversa com o apresentador Pedro Mendonça, a convidada discutiu direitos das famílias atípicas, inclusão e os desafios enfrentados por pessoas com deficiência no acesso ao mercado de trabalho.
Ao comentar a aplicação da lei de cotas, Débora afirmou que ainda existe uma distância entre a legislação e a realidade vivida por muitas pessoas com deficiência no país.
“Não vê, na prática, ações efetivas de concretude dessa lei de cotas, né? Ainda é muito incipiente”, declarou.
A magistrada destacou que a legislação representou um avanço importante para a inclusão profissional, mas reforçou a necessidade de fiscalização e cumprimento efetivo por parte das empresas obrigadas a contratar pessoas com deficiência.
“Existe um público invisível, né? Que precisa ser absorvido pelo mercado de trabalho”, afirmou.
Durante o episódio, Débora Rêgo também chamou atenção para a diversidade existente dentro do conceito de deficiência, citando pessoas com deficiência visual, auditiva, intelectual, mental e trabalhadores reabilitados pelo INSS após adoecimento ocupacional.
A convidada ponderou ainda que os processos de inclusão precisam considerar as características e os riscos de cada atividade profissional. “Com toda razoabilidade e bom senso, a gente não vai pretender que uma empresa com trabalho perigoso, insalubre, a gente inclua de qualquer jeito essas pessoas”, disse.
O episódio abordou ainda acolhimento, maternidade atípica e os desafios enfrentados por famílias na busca por direitos e inclusão social.


