Deborah Secco rebate críticas, expõe bastidores da “perfeição” nas redes e faz desabafo sobre pressão estética!
Renata Fornari, especialista em autoamor, fala por que tantas mulheres ainda vivem em conflito com a própria imagem

Foto: Redes Sociais
A atriz Deborah Secco decidiu não silenciar diante das críticas sobre sua aparência durante o Rio Fashion Week, e transformou o episódio em um posicionamento firme sobre liberdade, autoestima e os efeitos da pressão estética. De férias em Nova York com a filha, a artista publicou uma sequência de vídeos sem filtros para mostrar como iluminação e ângulo podem alterar completamente a percepção de um rosto, e, principalmente, para reforçar sua decisão de não se submeter mais às exigências irreais da internet.
Sem recorrer a discursos ensaiados, Deborah falou de forma direta, como quem já atravessou anos de cobrança pública: “E eu não sou uma pessoa de fazer esse tipo de vídeo, nem consumir esse tipo da importância, né, a esse tipo de notícia, de hate. Acho que fique claro aqui que há muitos anos, é, que eu sofro com pressão estética, com essa cobrança em cima de mim, mas já há bons anos eu venho relaxando muito sobre isso, já não uso filtro nos meus stories. Hoje o Estou aqui com protetor solar com cor e um pouquinho de blush. É, não tenho esse apego estético, é, que as pessoas tem comigo, né? Com a minha imagem.
É isso, eu sou uma mulher com 46 anos, quero envelhecer, ficar bem velhinha, vocês vão ter que me ver bem velhinha porque eu não pretendo morrer tão cedo. E o que fica de mensagem de tudo isso, é, que tristeza que está, que fica claro é o quão odioso zoando o ser humano, né? E o que me chama atenção não é esses haters de internet não, é um número de perfis sérios, de médicos usando sem autorização a imagem de uma mulher, diminuindo essa imagem, diminuindo essa mulher para vender seu serviço, seus procedimentos, suas crenças. Que triste. Ainda bem que para engajar eu não preciso usar a imagem de ninguém. Ainda bem que eu não tô preocupada em engajar, eu ando preocupada em viver e ser feliz”, finalizou a atriz.
A repercussão das falas chama atenção para uma experiência comum, muitas vezes vivida em silêncio. Para Renata Fornari, especialista em autodesenvolvimento e autoamor, o desabafo da atriz traduz esse incômodo coletivo: “ Existe uma ruptura acontecendo ali, que é muito simbólica: uma mulher que, depois de anos sendo observada, julgada e moldada pelo olhar externo, decide não performar mais para atender expectativas irreais. A pressão estética sempre foi uma forma silenciosa de controle, porque mantém a mulher ocupada tentando se ajustar, em vez de se sustentar na própria verdade. E quando ela escolhe não entrar mais nesse jogo, isso incomoda, principalmente quem ainda lucra com a insegurança feminina. No fundo, o que esse episódio revela é um desejo coletivo de liberdade: de poder envelhecer, existir e ser vista sem precisar se encaixar. E isso não é aparência, é autoestima vivida de dentro para fora”.
Segundo a especialista, esse tipo de posicionamento revela um ponto de virada importante: quando a mulher deixa de se orientar pelo olhar externo e passa a se sustentar em quem é. “Isso é a mulher Dona de Si. Aquela que entende que não precisa mais se preocupar com o que os outros esperam dela, com o que esperam que ela seja ou como ela deve parecer. Quando ela se torna Dona de Si, ela rompe com esse lugar”, finaliza.

