Defesa de Bolsonaro diz que arma foi inutilizada temporariamente por medida de segurança
Segundo informações da Polícia Civil o armamento estava sem o percussor por decisão da equipe de segurança, com a aval da ex-primeira dama

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, apreendida durante uma abordagem da Polícia Civil do Distrito Federal, havia sido inutilizada temporariamente por decisão da equipe de segurança, com o aval da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A informação consta em relatos de pessoas que tiveram acesso à investigação e ao depoimento do militar responsável pelo armamento.
O veículo abordado era conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro.
Em depoimento, o militar afirmou que transportava a arma após receber um pedido do ex-presidente para realizar um conserto. Segundo a investigação, o armamento estava sem o percussor, peça responsável pelo disparo.
De acordo com os relatos à blog da Juliana Dualibi, a equipe de segurança decidiu retirar o componente por preocupação com a integridade física de Bolsonaro, em razão da grande quantidade de medicamentos utilizados pelo ex-presidente e o episódio que ele violou a tornozeleira eletrônica e alegou alucinações.


