Delegados da PF pedem que Paulo Gonet se declare impedido no caso Banco Master
Associação defendeu que nome do procurador-geral aparece em relatório da investigação

Foto: Victor Piemonte/STF
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu no sábado (5), por meio de uma nota pública, que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos processos relacionados aos fatos em que é citado no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
O pedido ocorre diante da citação nominal de Gonet em um relatório produzido pela corporação. O documento também traz informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master.
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Entenda
A manifestação dos advogados ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurar um Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar a atuação da PF na elaboração do relatório referente ao material apreendido na Compliance Zero.
A associação classificou a medida como motivo de “indignação e preocupação” e sustentou que os delegados e servidores responsáveis pelo documento apenas cumpriram uma determinação judicial, sem liberdade para decidir se produziriam ou não o relatório.
Segundo a ADPF, caso a PGR considere irregular a decisão judicial que determinou a produção do documento, o questionamento deveria ser feito diretamente no processo em tramitação no STF, e não por meio de procedimento direcionado à atuação dos policiais.


