Deputado que associou Lula ao nazismo vira réu por injúria no Supremo

Primeira turma do STF aceitou a denúncia contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO)

Por Da Redação
Às

Deputado que associou Lula ao nazismo vira réu por injúria no Supremo

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi aceita pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a decisão unânime, o parlamentar passa à condição de réu no processo.

O caso envolve uma publicação feita nas redes sociais pelo deputado, na qual ele divulgou uma montagem associando o presidente da República ao nazismo e ao grupo Hamas.

À época da postagem, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou uma notificação extrajudicial à plataforma X, antigo Twitter, solicitando a remoção imediata do conteúdo divulgado pelo parlamentar.

Na imagem manipulada, Lula aparecia segurando um fuzil, usando uma bandana do Hamas e com símbolos nazistas no rosto e em uma braçadeira. Abaixo da foto, constava a frase: “ATENÇÃO: Lula já mandou trocar a sua foto de presidente em todos os ministérios e estatais”.

Na notificação, a AGU sustentou que a publicação teve a intenção de associar o chefe do Executivo ao terrorismo, ao nazismo e a posições antissemitas. O órgão também apontou que a conduta poderia configurar difamação e apresentar indícios de calúnia, crimes previstos nos artigos 139 e 138 do Código Penal.

O relator do caso no STF é o ministro Flávio Dino.

 

 

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:redacao@fbcomunicacao.com.br
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário

Nome é obrigatório
E-mail é obrigatório
E-mail inválido
Comentário é obrigatório
É necessário confirmar que leu e aceita os nossos Termos de Política e Privacidade para continuar.
Comentário enviado com sucesso!
Erro ao enviar comentário. Tente novamente mais tarde.