Dezesseis investigados por tráfico de drogas são presos na Operação Maré Vermelha
Do total de prisões, 11 ocorreram na Bahia, sendo dez em Salvador e uma em Santo Antônio de Jesus

Foto: Ascom-PCBA
Dezesseis pessoas foram presas preventivamente na manhã desta quinta-feira (11) pela Polícia Civil durante a Operação Maré Vermelha, que investiga uma organização criminosa por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Do total das prisões, 11 ocorreram na Bahia, sendo dez em Salvador e uma em Santo Antônio de Jesus; duas foram em Minas Gerais, uma no Mato Grosso; uma em São Paulo; e uma no Rio de Janeiro.
Três das prisões também ocorreram em flagrante. Uma delas foi bairro de Ondina, em Salvador, onde os policiais encontraram na residência do investigado mais 15 quilos de maconha, porções de haxixe , drogas sintéticas, R$ 11 mil em espécie e materiais utilizados no fracionamento e comercialização de entorpecentes.
A ação ainda resultou na condução de oito pessoas na Bahia para esclarecimentos e para adoção de medidas legais cabíveis fossem adotadas, o bloqueio de aproximadamente R$ 100 milhões em bens e valores ligados ao grupo e cumprimento de 84 mandados de busca e apreensão.
Entres os bens apreendidos estão seis veículos, R$ 117 mil em espécie, 22,5 quilos de maconha, dois quilos de haxixe, uma pistola calibre 9 mm e uma espingarda, documentos e dispositivos eletrônicos.
“Mais do que efetuar prisões, esta investigação permitiu identificar e atingir o patrimônio construído com recursos provenientes da atividade criminosa. O bloqueio de aproximadamente R$ 100 milhões representa uma medida estratégica de asfixia financeira da organização, reduzindo sua capacidade operacional, impedindo a movimentação de recursos ilícitos e enfraquecendo a estrutura que sustentava suas atividades criminosas”, esclareceu o delegado Fábio Lordello.
A Operação Maré Vermelha foi coordenada pela pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO-LD) e contou com diligências nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais, bem como no municípios baianos de Salvador, Ipiaú, Jequié, Feira de Santana, Mucugê, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Campo Formoso e Ilha de Itaparica.
Sobre as investigações
De acordo coma apuração realizada pelo DRACO-LD, o grupo utilizava empresas de fachadas para ocultar e movimentar recursos ilícitos obtidos por meio do tráfico de drogas e com valores não compatíveis com a renda declarada.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e também para produção de provas.


