Dicas para reduzir o custo do seguro do carro

Coberturas desnecessárias podem só encarecer o valor da apólice

Por Marcos Camargo Jr.
Às

Dicas para reduzir o custo do seguro do carro

O seguro automotivo passou a ter peso relevante no custo de uso do carro no Brasil. Atualmente, representa entre 3% e 7% do valor do veículo, segundo entidades do setor. A alta no preço das peças, a maior complexidade dos modelos e índices elevados de sinistralidade em algumas regiões pressionam o valor das apólices, que variam conforme perfil do motorista, tipo de uso, modelo e nível de cobertura. Ainda assim, há formas de reduzir esse custo sem abrir mão da proteção.

A franquia é um dos principais fatores de ajuste. Planos com franquia mais baixa elevam o valor da apólice, enquanto opções com franquia mais alta tendem a reduzir o custo mensal. A escolha depende do perfil de uso: quem aciona pouco o seguro pode se beneficiar de uma franquia maior, assumindo um desembolso mais alto apenas em caso de sinistro. Na prática, a chamada “franquia reduzida” costuma vir acompanhada de uma apólice mais cara, já que o risco é transferido para a seguradora.

Outro ponto relevante são as coberturas adicionais. Serviços como assistência 24 horas ampliada, guincho sem limite, carro reserva e cobertura de vidros aumentam o preço final. Embora agreguem conveniência, nem sempre são necessários para todos os perfis. Revisar esses itens pode gerar economia sem comprometer a proteção essencial contra roubo, furto e colisão.

Dispositivos de segurança também influenciam diretamente no valor. Equipamentos como rastreador, bloqueador e alarme podem reduzir o custo do seguro entre 5% e 15%, dependendo da seguradora. Esses sistemas diminuem o risco de perda total, especialmente em casos de roubo ou furto, e são bem avaliados na formação do preço.

O tipo de veículo é outro fator determinante. Modelos com ampla oferta de peças e rede de reparo consolidada tendem a ter seguro mais barato. Em geral, veículos produzidos no Brasil apresentam custos menores. Por outro lado, importados, híbridos, elétricos ou fora de linha costumam ter apólices mais caras, devido ao custo de reposição e à necessidade de mão de obra especializada.

A comparação entre seguradoras é etapa obrigatória. Para um mesmo perfil e veículo, os valores podem variar de forma significativa. A recomendação é realizar de três a cinco cotações, analisando não apenas o preço, mas também as condições de franquia, coberturas e serviços incluídos.

No longo prazo, hábitos e estrutura também fazem diferença. Manter o carro em garagem coberta, adotar dispositivos de segurança e utilizar sistemas de rastreamento integrados ao veículo ajudam a reduzir riscos e, consequentemente, o custo do seguro.

Na prática, economizar no seguro passa por equilíbrio: ajustar franquia, revisar coberturas e considerar o perfil do veículo são medidas que, combinadas, podem gerar redução relevante no custo ao longo do tempo.

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