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Dobra no lóbulo da orelha pode estar associada a risco cardiovascular, apontam estudos

Conhecido como sinal de Frank, indício não é diagnóstico e deve ser avaliado com outros fatores clínicos

Por Da Redação
Às

Dobra no lóbulo da orelha pode estar associada a risco cardiovascular, apontam estudos

Foto: Cureus/Divulgação

Uma dobra diagonal no lóbulo da orelha, conhecida como sinal de Frank, vem sendo estudada por médicos como um possível indicativo de maior risco de doenças cardiovasculares. Pesquisas associam a marca ao envelhecimento precoce das artérias, embora o sinal, isoladamente, não configure diagnóstico.

O tema voltou a ganhar destaque após a morte do empresário e influenciador Henrique Maderite, aos 50 anos, vítima de um infarto fulminante. Imagens públicas do influenciador indicavam a presença de uma dobra semelhante no lóbulo da orelha.

O sinal foi descrito pela primeira vez em 1973 pelo médico norte-americano Sanders Frank, em um artigo publicado na revista científica New England Journal of Medicine. Na ocasião, ele observou a característica em 20 pacientes com doença coronariana, a maioria deles com fatores de risco cardiovascular.

Desde então, diversos estudos investigam a possível relação entre a prega diagonal no lóbulo da orelha e a aterosclerose, condição caracterizada pelo acúmulo de gordura e outras substâncias nas paredes das artérias, aumentando o risco de infarto e outras complicações cardíacas.

No Brasil, uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), analisou a associação entre alterações dermatológicas e a presença de doença arterial coronariana. O estudo avaliou 110 homens submetidos à cineangiocoronariografia entre 2004 e 2005.

Os pesquisadores identificaram a prega diagonal no lóbulo da orelha em 60% dos pacientes com doença coronariana, contra 30% no grupo controle. Quando a prega diagonal apareceu associada à prega pré-auricular, o valor preditivo positivo para doença coronariana chegou a 90%.

Os autores ressaltam que o mecanismo dessa associação ainda não é totalmente esclarecido. Uma das hipóteses é que alterações microvasculares e a perda de elasticidade da pele possam refletir processos semelhantes aos que ocorrem nas artérias.

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