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Dono de jato que transportou Flávio Bolsonaro para os EUA é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro

Sergio Daniel Mastropietro é suspeito de integrar organização criminosa que desviou dinheiro da Agência Nacional de Deficiência da Argentina

Por Da Redação
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Dono de jato que transportou Flávio Bolsonaro para os EUA é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução

O jatinho que transportou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de Puerto Iguazú, na Argentina, com destino ao Equador e por fim aos Estados Unidos é vinculado ao empresário argentino Sergio Daniel Mastropietro, alvo de inquérito sob suspeita de integrar uma rede de lavagem de dinheiro desviado da Agência Nacional de Deficiência (Andis) da Argentina.

Segundo investigações da imprensa e das autoridades locais, os desfalques aos cofres públicos do país são estimados em mais de 7,8 bilhões de pesos argentinos, o que equivale a R$ 27 milhões. Os desvios ocorrem em meio ao governo de Javier Milei. 

As reportagens citam que o papel de Mastropietro na organização criminosa consistia em dar aparência de legalidade aos recursos desviados mediante a contratação de suas empresas do setor de aviação. 

Já foram identificados repasses diretos para as contas da Baires Fly, dona do jato executivo Gulfstream G400 de prefixo LV-JQW que transportou Flávio, a esposa e as filhas do casal, que superam o valor de 95 milhões de pesos argentinos. 

O empresário ainda acumula investigação por corrupção e branqueamento de capitais em outros inquéritos, entre eles articulações com o traficante Fred Machado. 

Fuga de Flávio Bolsonaro

A fuga de Flávio Bolsonaro ocorreu em uma operação secreta após entrar via terrestre na Argentina, embarcar no jatinho particular, contornar o espaço aéreo brasileiro e fazer escala no Equador. 

Do Equador, a aeronave em que estava, um Gulfstream G400, aterrissou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, nos Estados Unidos. 

O senador fugiu do Brasil na terça-feira (27), dois dias depois de perder a disputa pela Presidência para o presidente Lula (PT) e após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que parlamenar entregasse os seus passaportes.

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