"É triste pra ele": Ex-jogador do Santos relata episódio de quando tentou visitar Robinho em Tremembé
Durante entrevista a GE, Elano ainda afirma que mantém relações com Robinho e família

Foto: Reprodução: Governo de São Paulo/ GE
O gerente das divisões de base e ex-jogador do Santos, Elano, relatou em entrevista ao Abre Aspas do Globo Esporte seu sentimento em relação ao ex-jogador Robinho.
Durante a entrevista, ao ser questionado se manteve relações com Robinho após a prisão, Elano afirmou nunca ter rompido a relação com o ex-jogador e a sua família.
"Eu tenho 21 anos de carreira, desses 10 ou 11 anos com o Robinho. Eu não posso compactuar e aceitar a situação. Eu acho que é triste para ele, para a família, principalmente eu tendo três filhas em casa. Mas o meu amor por ele, a família dele, o Juninho, o Gianluca, a filha (Giulia), a Vivian (esposa). Eu falo com a Vivian", relatou o gestor.
Ao decorrer da entrevista, Elano também contou sobre o episódio em que tentou visitar Robinho no presídio de Limeira, mas não conseguiu. "Então, eu tentei, fui ao presídio em Limeira, confesso para você que fui para tentar vê-lo, não consegui", complementou.
Robinho está preso desde março de 2024 na Penitenciária de Tremembé, em São Paulo, onde cumpre pena de 9 anos de prisão por estupro coletivo. O crime ocorreu na Itália, no ano de 2013. A condenação veio após a linha de investigação grampear movimentos telefônicos de Robinho. Ele nega as acusações.
Sobre o crime cometido, Elano disse que "É triste pra ele" para Robinho e que ele precisa pagar a dívida, e diz que "seria injusto da minha parte se eu não mantivesse contato, o respeito".
No final da entrevista, Elano critica as medidas do Santos de ocultar a imagem da instituição e diz que não tem como deixar Robinho de fora do contexto do Santos.
"Quando se fala de Santos, às vezes não se fala de Robinho, isso me entristece, sabe? É o que eu digo sobre prejuízo, porque ele construiu isso. Se não fala, é porque ele errou. Então, cabe a gente respeitá-lo, e as consequências (do crime), ele está pagando. Acho que a gente não precisa ficar dando facada. Acho que ele está lá, já está pagando as suas dores, a ausência da família, tudo que a gente sabe. Mas, historicamente, falando de futebol dentro do campo, não tem como você deixar ele fora do contexto entre os maiores que eu vi jogar no Santos", concluiu.


