Ed Motta é investigado após confusão em restaurante envolvendo acusações xenofóbicas e homofóbicas
Caso foi enquadrado como injúria por preconceito, prevista no artigo 2º-A da Lei 7.716/89

Foto: Reprodução/Divulgação e Reprodução
O cantor e compositor Ed Motta passou a ser investigado por injúria por preconceito após uma confusão registrada no restaurante Grado, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, na madrugada do dia 2 de maio. Ele teria ofendido os funcionários do estabelecimento fazendo comentários xenofóbicos, além de ter arremessado objetos e agredido os clientes.
Testemunhas relataram à Polícia Civil que a discussão começou após um desentendimento envolvendo a taxa de rolha, valor cobrado por restaurantes quando clientes levam vinhos próprios para consumo no local. Na ocasião, Ed Motta estava acompanhado de amigos e o grupo teria levado sete garrafas de vinho ao restaurante, das quais cinco foram consumidas. A conta ultrapassou R$7 mil.
Funcionários disseram que ele teria se irritado após cobrança da taxa, e então, começou a insultar o barman: "Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba". Um dos homens que acompanhavam o ator, identificado como Nicholas Guedes Coppim, também teria constrangido o funcionário ao questioná-lo em tom irônico: "Você gosta de mulher?".
O caso foi enquadrado como injúria por preconceito, prevista no artigo 2º-A da Lei 7.716/89, além de injúria comum. A pena prevista para o crime é de um a três anos de reclusão. O proprietário do restaurante também prestou depoimento e afirmou que episódios semelhantes já teriam ocorrido anteriormente.
Segundo ele, no ano passado, Ed Motta teria enviado um áudio se referindo ao mesmo funcionário como "paraíba filho da put*". Este material também foi entregue à polícia. O proprietário também disse que o funcionário já havia relatado provocações anteriores feitas pelo cantor "em tons homofóbicos" quando ele frequentava o estabelecimento acompanhado de amigos.


