Educação socioemocional ganha espaço nas escolas e prepara estudantes para lidar com emoções!

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Por Michel Telles
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Educação socioemocional ganha espaço nas escolas e prepara estudantes para lidar com emoções!

Foto: Divulgação

Em meio às discussões promovidas pelo Setembro Amarelo sobre saúde emocional, cresce também a atenção para o papel da escola na construção de ambientes de acolhimento, diálogo e desenvolvimento de habilidades socioemocionais. No Colégio Vitória-Régia, em Salvador, a Educação Socioemocional integra a proposta pedagógica da instituição e está presente em todos os segmentos, da Educação Infantil ao Ensino Médio. A abordagem busca desenvolver, de forma contínua e adequada a cada faixa etária, competências como autoconhecimento, empatia, respeito, autonomia e capacidade de lidar com conflitos e desafios cotidianos.

Para a psicopedagoga e orientadora educacional do Vitória-Régia, Solange Argollo, aprender a reconhecer e administrar as próprias emoções é uma habilidade que precisa ser construída gradualmente ao longo da vida escolar. “A escola é um espaço de aprendizagem e também de convivência. O estudante precisa aprender a identificar o que sente, comunicar suas necessidades, respeitar o outro e encontrar caminhos para lidar com as dificuldades. Essas competências não surgem espontaneamente; elas também podem e devem ser trabalhadas pedagogicamente”, explica. Segundo ela, na Educação Infantil o foco está especialmente na identificação e expressão das emoções e na construção dos primeiros vínculos. No Ensino Fundamental, são aprofundados aspectos como empatia, cooperação, autonomia e resolução de conflitos. Já no Ensino Médio, o trabalho acompanha questões próprias da adolescência, como autoconhecimento, responsabilidade, tomada de decisões e relações interpessoais.

Embora o Setembro Amarelo concentre, neste período, a atenção da sociedade para a importância do cuidado com a saúde emocional, Solange Argollo ressalta que esse trabalho não pode ficar restrito a uma campanha ou a um único mês do ano. “O Setembro Amarelo é importante para trazer o tema para o debate, mas o cuidado precisa fazer parte da rotina. Quando uma escola desenvolve uma cultura de escuta, respeito e acolhimento durante todo o ano, ela também cria condições para que os alunos se sintam mais seguros para falar sobre o que estão vivendo e para buscar ajuda quando necessário”, afirma. A especialista destaca ainda que a educação socioemocional não substitui o acompanhamento de profissionais de saúde quando ele é necessário, mas pode contribuir para um ambiente escolar mais atento às dimensões emocionais e relacionais do desenvolvimento.

Ao trabalhar essas competências de maneira contínua, a escola amplia o conceito de formação e reforça que o desenvolvimento acadêmico caminha junto com a formação humana. A proposta é preparar crianças e adolescentes não apenas para provas, vestibulares e desafios profissionais, mas também para reconhecer seus sentimentos, estabelecer relações saudáveis, lidar com frustrações, respeitar diferenças e tomar decisões de maneira responsável. “Formar um estudante não significa apenas prepará-lo para o desempenho acadêmico. Significa também ajudá-lo a compreender quem ele é, reconhecer seus limites, respeitar as diferenças, fazer escolhas responsáveis e construir relações baseadas no diálogo. Esse processo começa na infância e precisa acompanhar o aluno em todas as etapas da vida escolar”, conclui a psicopedagoga.

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