Em quatro anos, patrimônios de João Roma e ACM Neto crescem 297% e 103%, respectivamente
Declarações de bens de ambos os candidatos constam no TSE

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Entre 2022 e 2026, os patrimônios de João Roma (PL) e ACM Neto (União), respectivamente, quadruplicaram e dobraram. De acordo com as declarações feitas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o valor total em bens do ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia saltou 103,4%: de R$ 41,7 milhões, em 2022, para R$ 84,8 milhões, em 2026. O do ex-ministro, por sua vez, cresceu 297,6%: de 5,5 milhões, naquele ano, para 22,1 milhões, neste ano.
Entre os bens mais valiosos recém-declarados por ACM Neto, estão o Fundo de Investimento Imobiliário Praia do Castelo (R$ 11,9 milhões), ações ordinárias nominativas da TV Bahia (R$ 9,3 milhões) e aplicações do fundo de investimentos Planner Corretora de Valores S.A. (R$ 9 milhões).
Constam também na lista um apartamento no Corredor da Vitória avaliado em R$ 7,8 milhões e um saldo de adiantamento de R$ 7,9 milhões para futuro aumento de capital na empresa Anre Participações e Empreendimentos Ltda, sociedade do ex-prefeito com a irmã Renata de Magalhães Correia e uma das controladoras da Enseada do Castelo Empreendimentos Imobiliários Ltda., que arrematou, por R$ 138,4 milhões, no último dia 20, o antigo Centro de Convenções da Bahia (CCB).
Do lado de João Roma, também foram declarados patrimônios milionários, como a fazenda Mirage (R$ 5,1 milhões), um apartamento no Corredor da Vitória — vizinho ao de ACM Neto — avaliado em R$ 3,5 milhões e um empréstimo de R$ 2,2 milhões à empresa L N Agropecuária.
Patrimônio de Cocá também cresce; Coronel vai na contramão
Candidato a vice-governador na chapa de Neto, Zé Cocá (PP) apresentou um aumento de 50% em relação a 2024, quando foi eleito prefeito de Jequié. Naquele ano, Cocá tinha R$ 2,1 milhões; agora, tem R$ 3,2 milhões. Seus bens mais valiosos são cabeças de gado (R$ 700 mil), um sítio no município baiano de Manoel Vitorino (R$ 600 mil) e um imóvel residencial no loteamento Portal Pindorama, em Jequié (R$ 600 mil).
Na contramão de seus novos aliados, o senador Angelo Coronel (Republicanos), que tenta a reeleição, regrediu em 6%: de R$ 5,6 milhões em patrimônio declarados em 2022, quando foi candidato pelo PSD, para R$ 5,3 milhões, em 2026. Lideram o rol de Coronel a participação em uma sociedade identificada apenas como Barra (R$ 3,1 milhões), um depósito de R$ 724,2 mil numa conta bancária de alta renda e uma remessa de R$ 424,8 mil enviada ao exterior.
O levantamento feito pelo Farol da Bahia considera apenas os valores nominais declarados ao TSE, ou seja, sem a inflação no período.


