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Emprego é tema chave para presidenciáveis; veja taxa no Brasil nos últimos 20 anos

Atualmente, a taxa de desocupação nacional acumula queda de 2,8 pontos porcentuais

Por Da Redação
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Emprego é tema chave para presidenciáveis; veja taxa no Brasil nos últimos 20 anos

Foto: Agência Brasil

Os candidatos à Presidência da República que lideram as pesquisas de intenção de voto têm experiência no cargo. Durante a campanha, comparações com indicadores econômicos nos governos do ex-presidente Lula e o atual presidente Jair Bolsonaro são comparados. 

Um dos pontos mais citados é o desemprego no país. Apesar das mudanças de metodologia, tanto no cálculo do estoque de empregos formais quanto da taxa de emprego, dificultarem uma comparação precisa entre as diferentes gestões. 

Mercado de trabalho formal

Lula

No primeiro mandato, Lula herdou de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) um país com estoque de 21,6 milhões de empregos com carteira assinada. E encerrou os quatro anos de gestão com 27,1 milhões de trabalhadores formais, ou seja, um saldo positivo de 5,5 milhões de vagas formais.

Ao fim de seu segundo mandato, eram 34,8 milhões de empregados com carteira assinada, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Ao longo dos dois mandatos de Lula, portanto, foram gerados 13,2 milhões de empregos, o que corresponde à geração de 137.824 vagas por mês, em média.

Dilma 
No governo Dilma Rousseff (PT), o estoque de empregos formais chegou a bater os 40,3 milhões em setembro de 2014, mas despencou no segundo mandato da petista.

Em maio de 2016, quando ela foi afastada do cargo durante o processo de impeachment, eram 37,8 milhões de vagas ocupadas no mercado formal. Isso significa um saldo positivo de cerca de 3 milhões de empregos enquanto ela esteve à frente do Executivo – média de 46.124 vagas geradas por mês.

Temer

Michel Temer (MDB) governou o país por dois anos e meio, neste período o número de empregos com carteira assinada chegou a cair dos 37,8 milhões herdados de Dilma para 36,8 milhões, voltando a 37,5 milhões ao fim de seu mandato. O governo de Temer foi encerrado com um saldo negativo de 366,7 mil empregos, o que equivale a um saldo negativo de 11,8 mil por mês, aproximadamente.

Bolsonaro 
Os dados mais recentes do Novo Caged, divulgados na última quinta-feira (29), contemplam o estoque de empregos formais até agosto de 2022. No primeiro ano do mandato do atual presidente, o saldo ficou positivo em 599,4 mil vagas formais, fazendo o estoque subir para 38,1 milhões em dezembro de 2019.

De janeiro de 2020 até agosto de 2022, já sob a aferição do Novo Caged, houve saldo positivo de 4,4 milhões de empregos com carteira assinada. Com a pandemia, o estoque chegou a diminuir para 36,8 milhões de vagas formais ocupadas em julho de 2020, mas o mercado se recuperou em seguida, especialmente a partir de 2021.

Considerando os dois períodos, o total de trabalhadores com carteira assinada aumentou em cerca de 5,1 milhões desde o início do governo Bolsonaro, o que corresponde a uma média de 115.480 empregos formais gerados por mês.
Os dados mais recentes ainda podem ser revistos, uma vez que muitas empresas enviam com atraso as declarações de admissões e desligamentos. Nesses casos, a inclusão das informações nos índices do Caged é feita de forma retroativa.

Taxa de desocupação
Lula

Conforme a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), Lula iniciou sua primeira gestão herdando uma taxa de desocupação de 10,5% nas regiões metropolitanas, registrada no último mês da gestão de Fernando Henrique Cardoso.

O desemprego aumentou início da gestão petista, chegando a 13,1% em abril de 2004, e diminuiu em seguida, em especial a partir de 2007. Em dezembro de 2010, quando o ex-presidente encerrou seu segundo mandato, a taxa de desocupação nas regiões metropolitanas estava em 5,3% – o que indica que o desemprego caiu pela metade, ou 5,2 pontos porcentuais, do início ao fim da gestão.

Dilma
O governo Dilma teve início em janeiro de 2011, herdando uma taxa de desemprego de 5,3% nas regiões metropolitanas no fim da gestão anterior. O índice caiu a 4,3% no fim de 2014, quando terminou o primeiro mandato da petista, e avançou rapidamente nos meses seguintes, chegando a 8,2% em fevereiro de 2016, a poucos meses do afastamento da presidente, quando a PME foi encerrada.

A série histórica de pesquisa de emprego vigente desde então, a Pnad Contínua, começou apontando uma taxa de desocupação de 8% na média nacional em março de 2012, que recuou gradativamente até chegar a 6,3% em dezembro de 2013 – o menor desemprego já registrado até hoje por esse levantamento.

A desocupação deu um salto a partir de 2015, no segundo mandato, e quando Dilma foi afastada do cargo, em maio de 2016, o desemprego médio no país era de 11,3%.

Temer 

No governo Temer, a taxa de desocupação medida pela Pnad Contínua saiu dos 11,3% que ele herdou de Dilma, e subiu nos meses seguintes, chegando a 13,9% em março de 2017 – a maior até então.
Depois o índice recuou e Temer encerrou o mandato com desemprego de 11,7% na média nacional, acumulando leve aumento de 0,3 ponto porcentual ao longo de toda a gestão.

Bolsonaro 

Bolsonaro herdou um desemprego de 11,7% de Michel Temer. A taxa subiu nos primeiros meses de gestão, mas ao fim do primeiro ano de mandato recuou para 11,1%.
Com a pandemia, a taxa de desocupação teve forte aumento em 2020 e no primeiro trimestre de 2021, chegando ao pico histórico de 14,9% na medição de março daquele ano.
Depois desse período, o desemprego passou a cair quase sem trégua, chegando a 8,9% na medição mais recente, divulgada na sexta-feira (30). Com isso, a taxa de desocupação nacional acumula queda de 2,8 pontos porcentuais desde o início do governo Bolsonaro.
 

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