Esclerose múltipla é a principal causa de incapacidade neurológica em jovens adultos!
Diagnóstico precoce e tratamento adequado ajudam a controlar a doença e reduzir impactos na qualidade de vida dos pacientes

Foto: Divulgação
Neste 30 de maio, Dia Mundial de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce e do início rápido do tratamento, fundamentais para reduzir sequelas e retardar a progressão da doença.
De acordo com o neurologista do HBDF Ronaldo Maciel, o intervalo entre os primeiros sintomas e a confirmação do diagnóstico ainda pode levar de cinco a sete anos, favorecendo o avanço da condição.
“Mesmo sendo considerada uma doença rara, a esclerose múltipla possui grande impacto social e econômico, pois é a principal causa de incapacidade neurológica por causas não externas em jovens adultos no mundo”, explica.
Segundo o especialista, uma das principais dificuldades para identificar a doença está justamente na variedade de sintomas apresentados pelos pacientes.
“A doença costuma surgir entre os 20 e 40 anos e pode causar sintomas semelhantes aos de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Como alguns sinais desaparecem após um período, muitas pessoas acreditam que houve melhora espontânea e deixam de investigar o quadro até o surgimento de um novo surto”, detalha.
Entenda a doença
A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória autoimune que afeta o sistema nervoso central. Nela, o próprio sistema imunológico agride estruturas responsáveis pela transmissão dos impulsos nervosos, comprometendo a comunicação entre cérebro e corpo.
Entre os principais sintomas estão fraqueza muscular, tremores, fadiga, alterações na fala, na visão, nos movimentos e na cognição. Os sinais podem surgir de forma temporária e variar de intensidade.
Ainda não há consenso científico sobre as causas da doença, mas especialistas acreditam que fatores genéticos e ambientais estejam relacionados ao desenvolvimento da condição.
Sem acompanhamento adequado, a doença pode evoluir progressivamente e comprometer a autonomia dos pacientes ao longo do tempo.
“O impacto na qualidade de vida é significativo, principalmente porque a doença se desenvolve durante a juventude e pode comprometer a autonomia e a vida profissional do paciente. Por isso, o controle adequado é essencial”, destaca o neurologista.
Tratamento e acompanhamento
Apesar de não ter cura, a esclerose múltipla possui tratamentos capazes de controlar sintomas, reduzir surtos e retardar a progressão da doença.
“A doença é uma condição cujos impactos podem ser significativamente reduzidos com tratamento adequado. Por isso, é fundamental diminuir o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico”, reforça Ronaldo Maciel.

