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Escrivão da Polícia Civil do DF é investigado após xingar e ameaçar ex com arma de fogo

Em um dos episódios de violência, o policial chega a efetuar diversos disparos para ameaçar a então companheira

Por Da Redação
Às

Escrivão da Polícia Civil do DF é investigado após xingar e ameaçar ex com arma de fogo

Foto: Material cedido ao Metrópoles

O escrivão da Polícia Civil, identificado como Bruno Moreira dos Santos, é investigado após ameaçar, xingar e disparar tiros contra a sua então companheira. Os episódios de violência teriam ocorrido mais de uma vez ao longo de dois anos do relacionamento, sobretudo quando o suspeito estava sob efeito de álcool. 

Os registros foram obtidos pela coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, que também localizou e entrevistou a vítima. A mulher disponibilizou uma gravação de mais de 13 minutos, onde o episódio de violência teria iniciado após uma confusão em uma balada no centro de Brasília. 

Segundo a vítima, Bruno teria se irritado após uma cliente do bar acionar os seguranças, afirmando que ele a teria empurrado. O escrivão, que, de acordo com a vítima, estava armado, teria pedido aos seguranças para que puxassem as imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento, alegando não ter feito nada.

No entanto, ao sair da balada, o escrivão teria descontado a irritabilidade na companheira. No áudio, obtido pela coluna, a mulher chega a implorar para que ele não atire e o questiona sobre o que teria feito. A Polícia Civil apura se os disparos teriam sido efetuadas com a arma funcional. 

Em certo momento, depois de xingar a companheira seguidas vezes, Bruno se exalta, a ameaça e fala em “matar rindo” e “arrancar cabeças”.

“Eu mato os outros rindo! Você entendeu essa porra? Eu mato rindo; eu mando pra casa do caralho. Eu pego o canivete e arranco o pescoço! Eu arranco no dente, porra; arma é o caralho! Eu corto a cabeça no dente! Eu fico três dias mordendo essa porra no dente!", disse. 

Enquanto ofendia a mulher, Bruno efetuou diversos disparos, que ficaram registrados na gravação. Na mesma noite, a vítima procurou uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra o companheiro.

Veja nota na íntegra da PCDF

“A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informa que, ao tomar conhecimento dos fatos envolvendo servidor da instituição, a Corregedoria-Geral adotou de imediato as providências legais cabíveis, instaurando inquérito policial para apuração completa das circunstâncias. O procedimento está em fase de conclusão.

No âmbito administrativo, foi determinada a retirada da arma de fogo funcional do servidor.

Medidas protetivas foram requeridas ao Poder Judiciário, deferidas e, posteriormente, revogadas por decisão judicial.”

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