Ex-diretor da ANTT é punido por assumir cargo na CSN sem cumprir quarentena exigida por lei
Para a Comissão de Ética, Rafael Vitale omitiu informações relevantes ao consultar a comissão

Foto: Reprodução
A Comissão de Ética Pública da Presidência puniu o ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Rafael Vitale, após ele assumir um cargo na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) sem cumprir o período de quarentena exigido por lei.
De acordo com o colegiado, Vitale omitiu informações relevantes ao consultar a comissão, o que levou à decisão de dispensá-lo da quarentena de seis meses antes de assumir a nova função.
A CSN, responsável por operar ferrovias reguladas pela ANTT, foi beneficiada por uma decisão do então diretor que gerou um alívio de R$ 3,4 bilhões para a companhia.
Ao deixar o cargo na ANTT, Vitale foi convidado para atuar como diretor institucional na CSN. A nomeação passou a ser investigada pela Corregedoria da ANTT, que instaurou processo administrativo para apurar possíveis irregularidades.
Ao se defender, Vitale informou que não houve conflito de interesses e que caberia ao colegiado solicitar informações adicionais.


