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Especialista aponta alterações de comportamento no pós-pandemia entre razões para afogamentos no Brasil

O litoral de São Paulo registrou 19 mortes por afogamento nos primeiros dias de 2026

Por Da Redação
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Especialista aponta alterações de comportamento no pós-pandemia entre razões para afogamentos no Brasil

Foto: Governo de SP/ Divulgação

Nos primeiros 11 dias de 2026, o litoral de São Paulo registrou 19 mortes por afogamento, o que representa quase dois óbitos diários. No entanto, esse não é um problema restrito ao mar da capital paulista. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Globo, alterações de comportamento no pós-pandemia e até mudanças climáticas estão entre as razões para o forte calor e muitas praia lotadas mesmo durante à noite. 

Conforme dados compilados pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), entre os anos 2000 e 2022, houve uma redução de quase 50% no número de afogamentos no Brasil. No ano seguinte, porém, houve a primeira alta em mais de duas décadas, de 5%, com 5.237 mortes, que também incluem episódios em rios, piscinas e similares. O levantamento referente aos anos de 2024 e 2025 ainda está sendo realizado pela entidade.

O número coloca o Brasil em quinto lugar no ranking da América do Sul, com 2,3 casos a cada cem mil habitantes, de acordo com a Sobrasa. O país fica atrás da Bolívia (2,4), Equador (2,7), Suriname (4,5) e Guiana (9,5).

Segundo o secretário-geral da Sobrasa, o médico David Szpilman, não é por acaso que o ano de 2023 registra mudança nos dados. Para ele, o fim da crise sanitária trouxe mudanças de comportamento na população, principalmente com a ideia de que tem que aproveitar  a vida. 

"É a ideia de que se tem que aproveitar a vida, que acaba distorcida. Trata-se de um fenômeno global" diz Szpilman, que também é tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. "Outro fator são as redes sociais. As pessoas se arriscam mais para ter o melhor vídeo, a melhor foto, a melhor postagem".

Dicas para se prevenir

Guarda-vidas: Priorize locais que tenham socorristas. É uma razão para evitar o mergulho noturno, quando não há guarda-vidas justamente para desestimular a prática.

Obedeça à sinalização: Sabe aquele aviso de “perigo” comum nas praias? Respeite sempre. “Na dúvida, deve-se perguntar ao guarda-vidas o melhor lugar para ficar”, diz Szpilman.

Excesso de confiança: “Se alguém aprendeu a nadar na piscina, não significa que se sairá bem no mar”, exemplifica o secretário-geral da Sobrasa. Por isso, fique atento.

Fora do mar: Costões e pedras são usualmente escorregadios, podendo resultar em acidentes fatais. Mesmo da areia, no caso de ressacas, por exemplo, é preciso estar alerta.

Não banque o herói: Se notar um afogamento, não mergulhe: busque os bombeiros e tente fornecer um material flutuante. Cerca de 12% dos afogados tentavam ajudar alguém.

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