Estados brasileiros apresentam aumento de influenza A, aponta boletim InfoGripe
De acordo com o estudo, o aumento recente na curva nacional se concentra no público infantil, de 0 a 11 anos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O novo Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nessa segunda-feira (10), aponta para queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e crescimento moderado na de curto prazo (últimas três semanas).
De acordo com o estudo, o aumento recente na curva nacional se concentra no público infantil, de 0 a 11 anos – provavelmente associado ao crescimento do vírus influenza ou a intercorrências respiratórias em função do início da primavera. Não se observa, até o momento, associação com a Covid-19.
O Boletim tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 3 de outubro.
Os dados seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, especialmente na população adulta, porém mantendo queda. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de 21.4% para influenza A; 1.2% para influenza B; 11.2% para vírus sincicial respiratório (VSR); e 41.6% para Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 5.0% para influenza A; 0.0% para influenza B; 0.0% para VSR; e 89.1% para Sars-CoV-2 (Covid-19).
O vírus influenza A vem apresentando aumento em alguns estados do país, como Bahia, Goiás, Minas Gerais, com destaque especialmente em São Paulo e no Distrito Federal. Entre os casos com subtipagem, há predomínio para o H3N2, tal como observado no surto epidêmico de novembro e dezembro de 2021.
Estados e capitais
Das 27 unidades federativas, apenas Amapá, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo apresentam crescimento moderado na tendência de longo prazo até a SE 39. Em São Paulo, onde a presença do vírus da gripe também vem aumentando, observa-se crescimento somente entre crianças e adolescentes. No Rio de Janeiro, no entanto, também há um ligeiro aumento em algumas faixas da população a partir de 60 anos, embora incipiente e ainda compatível com cenário de oscilação nesse grupo.
Dez das 27 capitais apresentam crescimento moderado na tendência de longo prazo até a SE 39: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Macapá (AP), plano piloto e arredores de Brasília (DF), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA) e São Paulo (SP). Nas demais, o sinal é de queda ou estabilidade na tendência de longo prazo, e de estabilidade nas semanas recentes (curto prazo).
Na maioria dessas capitais, o aumento recente se concentra predominantemente em crianças. No geral, o cenário nacional aponta para queda ou estabilidade em praticamente todas as faixas etárias da população adulta.