Estrangeiro morto no bairro de Brotas é sepultado em Salvador; vítima nasceu na Costa do Marfim, mas possuía cidadania americana
A Polícia Civil investiga o caso, que aponta para uma tentativa de assalto

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Abissa Kobenan Nkettia, de 57 anos, que foi morto a tiros numa tentativa de assalto no bairro de Brotas, foi sepultado nesta sexta (23), no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador. Abissa era natural da Costa do Marfim e tinha cidadania estadunidense.
Ele caminhava pela Av. Dom João VI ao sair de uma padaria, quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Abissa jogou sua mochila para que seus pertences não fossem levados. Câmeras de segurança mostram que ele entrou em luta corporal com os criminosos e foi derrubado no chão antes que eles atirassem contra ele. O celular, a carteira, e o pão que ele havia comprado, não foram levados pelo suspeito.
Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil investiga o caso, que aponta para uma tentativa de assalto.
Abissa morava há anos nos Estados Unidos. Ele foi identificado por uma carteira de habilitação emitida no estado do Iowa e era casado com uma baiana e vinha a Salvador quando não estava trabalhando nos EUA.
Segundo a sobrinha da esposa de Abissa, que preferiu não se identificar, ele teria vindo ao Brasil acompanhado da esposa e o filho de 10 anos, para passar o Natal e Ano Novo com familiares da esposa. A informação é da TV Bahia. A esposa diz que ele era "uma pessoa incrível, de coração generoso".
Segundo o relato da sobrinha, ele teria ido a pé porque gostava de caminhar, e que foi alertado sobre a violência em Salvador, mas que não tinha medo. "Ele não acreditava que a violência aqui era dessa forma", disse.
Em nota, o Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro afirmou que está ciente do caso e que acompanha as investigações.
"O Consulado dos EUA no Rio de Janeiro está ciente do caso envolvendo a morte de um cidadão norte-americano no dia 20 de janeiro, em Salvador. Estamos acompanhando de perto as investigações das autoridades locais sobre o ocorrido e de prontidão para fornecer toda assistência consular necessária. A segurança dos cidadãos americanos é nossa principal prioridade. Por questões de privacidade e respeito à família durante este momento difícil, não temos comentários adicionais", diz a nota.


