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Estudo aponta que inteligência artificial pode prever inundações com alta precisão

Pesquisa mostra que modelos conseguem antecipar cheias mesmo com dados limitados.

Por Da Redação
Às

Estudo aponta que inteligência artificial pode prever inundações com alta precisão

Foto: Rawpick/Freepick

Um estudo liderado pela Universidade do Texas em Austin apontou que sistemas de inteligência artificial têm potencial para prever inundações com precisão, mesmo utilizando dados gerais e não específicos de cada região. A pesquisa, publicada na revista Machine Learning: Earth, testou modelos capazes de analisar grandes volumes de informações globais para identificar padrões e antecipar o comportamento de rios. Segundo os pesquisadores, a tecnologia pode ajudar a suprir uma das principais limitações dos métodos tradicionais: a falta de dados históricos em diversas partes do mundo, o que dificulta a previsão de enchentes.

Os cientistas utilizaram modelos conhecidos como “fundamentais de séries temporais”, que são treinados com grandes bases de dados globais, incluindo informações sobre temperatura, consumo de energia, trânsito e níveis de rios. A partir desses dados, os sistemas conseguem identificar padrões e prever como esses fatores evoluem ao longo do tempo. Entre os modelos testados, o sistema chamado Sundial apresentou desempenho semelhante ao de modelos tradicionais treinados com dados locais, conseguindo prever o risco de inundação em rios dos Estados Unidos.

O desempenho foi melhor em regiões com padrões sazonais bem definidos, como áreas afetadas pelo derretimento de neve, que provoca aumento no volume dos rios em determinados períodos do ano. De acordo com os autores, a principal vantagem da tecnologia é permitir previsões em regiões onde não há registros históricos suficientes.

“Informações confiáveis sobre a água são essenciais para comunidades em todos os lugares, mas muitas regiões ainda carecem dos registros de longo prazo necessários”, afirmou o pesquisador Alexander Sun.

Apesar dos resultados, os cientistas destacam que a tecnologia ainda precisa evoluir para lidar com sistemas fluviais mais complexos, onde a dinâmica da água é mais difícil de prever. Além de prever inundações, os modelos também podem ser utilizados para o planejamento de períodos de seca e a gestão de recursos hídricos, auxiliando autoridades na tomada de decisões e na prevenção de desastres. Segundo os pesquisadores, a expectativa é que o avanço da inteligência artificial permita ampliar o acesso a previsões mais precisas, especialmente em áreas que historicamente foram pouco monitoradas.

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