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EUA informaram autoridades do Brasil que enviados de Trump para questionar urnas encontrariam Flávio

Brasil negou recentemente os vistos aos funcionários americanos

Por Da Redação
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EUA informaram autoridades do Brasil que enviados de Trump para questionar urnas encontrariam Flávio

Foto: Divulgação/ Departamento de Estado dos EUA

A embaixada dos Estados Unidos no Brasil avisou a autoridades brasileiras que funcionários do governo americano, enviados para questionar urnas, se encontrariam com o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante visita ao país. No entanto, o visto de ambos foi negado.

Os agentes foram identificados como Riley Barnes e Samuel Samson. Barnes é secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado. Já Samson, é subsecretário-adjunto. O plano dos funcionários foi informado ao governo brasileiro, que negou a entrada deles no país. A decisão foi tomada considerando que a comitiva viria colaborar para a disseminação de teorias da conspiração sobre as eleições brasileiras.

O governo Lula avalia que a negativa dos vistos pode gerar retaliações americanas, mas provavelmente não na área comercial. O cenário considerado mais provável é uma recusa dos EUA a vistos de oficiais do Brasil.

O jornal americano The New York Times caracteriza Samson como um dos responsáveis do governo Trump por causarem uma "guerra cultural contra a Europa". 

A embaixada dos EUA, além de informar sobre o encontro dos agentes com Flávio, também pediu audiências com autoridades do governo brasileiro. Segundo o portal Exame, um integrante da gestão Lula, que preferiu não se identificar, afirmou que não houve garantia, por parte dos EUA, de que não haveriam tentativas de politização das visitas, considerando o perfil ideológico de ambos. 

O pedido dos vistos havia chamado atenção devido ao período da visita. Além da ideologia dos funcionários, a chegada aconteceria após reunião de Flávio com diplomatas, onde ele divulgou informações falsas sobre as urnas eletrônicas.

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