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EUA propõem sobretaxa a 60 países por falha no combate ao trabalho forçado

O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação: de 12,5% ou 10%

Por Da Redação
Às

EUA propõem sobretaxa a 60 países por falha no combate ao trabalho forçado

Foto: Casa Branca dos EUA

Uma investigação dos Estados Unidos concluiu, nesta terça-feira (2), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com o trabalho forçado. O anúncio foi feito dias depois do governo norte-americano ameaçar aplicar uma nova tarifa de 25% ao Brasil por prática desleal no comércio entre os dois países. 

O governo de Donald Trump propôs, como resposta, a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.

De acordo com o relatório, a prática desses países é "irracional" e restringe o comércio dos EUA e ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos. 

O governo dos EUA estabeleceu dois níveis de sobretaxação:

10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco. São eles: União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.

12,5% de tarifa adicional para todas as outras economias investigadas que não apresentam regimes eficazes de controle. São eles: Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina, Arábia Saudita, entre outros.

"A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou o embaixador Jamieson Greer. "Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual. Não toleraremos mais."

Conforme o documento, embora o Brasil assuma os compromissos contra o trabalho escravo em acordos de livre comércio e investimentos, o país ainda precisa de uma proibição legal efetiva que impeça a entrada de mercadorias produzidas nessas condições no mercado interno. 

Com isso, a conduta do Brasil foi classificada como irracional e prejudicial ao comércio norte-americano.

A medida ainda passará por um período de consulta pública antes de ser implementada. O governo americano receberá comentários por escrito até o dia 6 de julho de 2026. No dia seguinte, 7 de julho, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) realizará audiências públicas para discutir as ações propostas.

As 60 economias mencionadas como foco da investigação são:

África do Sul
Argélia
Angola
Argentina
Austrália
Bahamas
Bahrein
Bangladesh
Brasil
Camboja
Canadá
Catar
Cazaquistão
Chile
China
Colômbia
Coreia do Sul
Costa Rica
Egito
El Salvador
Emirados Árabes Unidos
Equador
Filipinas
Guatemala
Guiana
Honduras
Hong Kong (Região Administrativa Especial da China)
Índia
Indonésia
Iraque
Israel
Japão
Jordânia
Kuwait
Líbia
Malásia
Marrocos
México
Nicarágua
Nigéria
Noruega
Nova Zelândia
Omã
Paquistão
Peru
Reino Unido
República Dominicana
Rússia
Arábia Saudita
Singapura
Sri Lanka
Suíça
Taiwan
Tailândia
Trinidad e Tobago
Turquia
União Europeia
Uruguai
Venezuela
Vietnã

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