Europa registra mais de 1,3 mil mortes durante onda de calor extremo

Temperaturas recordes atingem diversos países, pressionam hospitais, afetam a infraestrutura e reforçam alertas sobre os impactos das mudanças climáticas.

Por Da Redação
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Europa registra mais de 1,3 mil mortes durante onda de calor extremo

Foto: Agência Brasil

A onda de calor que atinge a Europa já provocou mais de 1,3 mil mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 150 milhões de pessoas enfrentam condições de calor extremo no continente, onde as altas temperaturas têm sobrecarregado os sistemas de saúde, comprometido a infraestrutura e afetado a geração de energia.

Considerado por cientistas o episódio de calor mais intenso já registrado na Europa, o fenômeno levou diversos países a baterem recordes de temperatura desde o último dia 20 de junho.

Na França, os termômetros ultrapassaram os 40°C em várias regiões e cerca de mil mortes acima do esperado foram registradas desde 24 de junho, principalmente entre idosos. Na Espanha, outras 212 mortes foram associadas às altas temperaturas em apenas quatro dias.

A Alemanha registrou 41,5°C, a maior temperatura da história do país. Na República Tcheca, os termômetros chegaram a 40,8°C, enquanto a Suíça bateu recordes consecutivos para o mês de junho, com 39°C em Basileia. A Dinamarca também registrou sua maior temperatura desde o início das medições, com 37°C.

Além dos impactos na saúde, o calor extremo afetou diferentes setores da economia. Na Hungria, o aquecimento das águas do rio Danúbio obrigou uma usina nuclear a reduzir a geração de energia para manter os sistemas de resfriamento dentro dos limites de segurança. Na Alemanha, empresas ferroviárias flexibilizaram regras para cancelamento de viagens devido ao risco de deformação dos trilhos, enquanto rodovias registraram rachaduras provocadas pelas altas temperaturas.

Especialistas apontam que eventos dessa magnitude são consequência das mudanças climáticas e tendem a se tornar mais frequentes, intensos e duradouros. Segundo estudo da seguradora Allianz, temperaturas acima de 30°C reduzem a produtividade, elevam o consumo de energia e aumentam os afastamentos por problemas de saúde. A estimativa é que, entre 2026 e 2030, as perdas econômicas provocadas por ondas de calor na Alemanha possam chegar a US$ 131 bilhões.

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