Ex-capitão da PM é condenado a mais de 50 anos por desvio de recursos da corporação
Carlos Santiago está preso preventivamente desde janeiro de 2025

Foto: Ascom/PMBA
O ex-capitão da Polícia Militar Fabrício Carlos Santiago dos Santos, que foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) em quatro ações penais, foi condenado a 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão. As condenações são relativas a crimes de desvio de recursos da PM com intuito de atender interesses particulares e obtenção de vantagens indevidas durante o cargo.
O recebimento ilegal de recursos foi revelado em investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul). Carlos Santiago está preso preventivamente desde janeiro de 2025.
Na última quinta-feira (8),o capitão foi condenado em uma ação penal de 18 aos e quatro meses de prisão por corrupção passiva e peculato.
A investigação do MP aponta que quando comandava a 4ª Companhia da PM de Santa Cruz Cabrália, o capitão recebeu vantagens indevidas para direcionar policias e viaturas à segurança de uma barraca de praia localizada em Coroa Vermelha, no extremo sul da Bahia e dar informações antecipadas sobre fiscalizações.
O MP revela ter identificado 74 transferências de R$ 102.013,72. No documento também consta o desvio continuado de policiais, viaturas, além de outros recursos públicos para a prestação de segurança privada.
Outras decisões descrevem diferentes episódios que aconteceram principalmente em Santa Cruz Cabrália, também no extremo sul da Bahia, onde Fabrício Santiago dos Santos possuía função de comando. Na sentença emitida em junho deste ano, ele recebeu vantagens indevidas em troca do direcionamento de viaturas e policiais militares com intenção de fazer a segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde.
Em setembro de 2025, uma outra condenou o policial a cinco anos, um mês e 27 dias de reclusão por corrupção passiva.
Na primeira das quatros sentenças, emitida em maio de 2025, o capitão foi condenado a seis anos, dois meses e oito dias de prisão por corrupção passiva. De acordo com a decisão o réu usou a influência oriunda de cargo para intervir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida e cobrou reiteradamente uma vantagem pela atuação.
Os outros episódios citados revela episódios envolvendo liberação irregular de veículo, cobrança de vantagens envolvendo eventos, direcionamento do policiamento ostensivo para propriedades e locais privados, além de utilização de recursos e materiais da Polícia Militar para benefício próprio.


