Ex-diretor da PRF, colega de prisão de Jair Bolsonaro, quer fazer Enem para tentar reduzir pena
Silvinei foi condenado a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado

Foto: Reprodução/ValterCampanato/AgênciaBrasil
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, colega de prisão de Jair Bolsonaro na Papudinha, afirmou a aliados que pretende fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2026 para tentar reduzir sua pena.
Silvinei base a estratégia no entendimento adotado por alguns juízes de que presos aprovados em todas as áreas de conhecimento do exame podem ter direito à remoção de parte da pena, mesmo que já tenham concluído o ensino médio.
O Ministério da Educação (MEC) realiza o chamado "Enem PPL" desde 2010, que é uma versão da prova destinada a pessoas privadas de liberdade, com o objetivo de favorecer o processo de ressocialização dos detentos.
A avaliação mantém o mesmo nível de dificuldade e a mesma estrutura da edição regular. Segundo o MEC, cada unidade prisional conta com um responsável pedagógico, encarregado de inscrever os presos e organizar a aplicação do exame.
Caso o candidato seja aprovado em uma instituição de ensino superior, cabe à Justiça decidir se ele poderá cursar a graduação. Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o ex-diretor da PRF a continuar assistindo remotamente às aulas de doutorado na modalidade de Ensino à Distância (EAD).


