Ex-jogadores do Santos e Olimpia são presos em operação contra o tráfico no Paraguai
Operação Nexus II, lançada em março de 2025, investiga esquema criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro

Foto: Divulgação/Santos | Divulgação
O ex-goleiro do Club Olimpia, Victor Hugo Centurión, e ex-jogador do Santos, Júlio César Manzur, foram presos em decorrência da Operação Nexus II, lançada em março de 2025, no Paraguai, com o intuito de desarticular um esquema criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. As informações da operação foram divulgadas nesta terça-feira (24), pelo jornal "O Globo".
O Ministério Público do Paraguai aponta que o grupo atuava na logística e na facilitação de negócios para a organização liderada pelo uruguaio Sebastián Marset.
Segundo as investigações, Centurión gerenciava o transporte do grupo, o que incluía o controle de aeronaves, fornecimento de combustível de aviação e a manutenção dos veículos. A denúncia aponta que o ex-atleta utilizava as viagens no meio esportivo para dialogar com outras organizações e tornar viável a movimentação de remessas de entorpecentes e valores financeiros entre países.
O nome de Júlio César Manzur, ex-integrante da seleção paraguaia, medalhista olímpico em 2004 e com passagem pelo Santos Futebol Clube em 2006, também é citado no inquérito. Manzur, dividiu o elenco do Olimpia com Centurión na campanha continental de 2013, e foi preso durante desdobramentos da operação. A atuação dele no esquema não foi detalhada.
A operação também contou com a prisão de Luis Miguel Molinas Brítez, ex-jogador de futsal do Cerro Porteño, localizado em Assunção. A promotoria o aponta como elo de comunicação entre os membros da estrutura que se encontram em liberdade e aqueles que cumprem pena no sistema prisional.
O ex-diretor esportivo do Rubio Ñu, Dionisio Manuel Cáceres, é considerado foragido no processo. Documentos da investigação indicam que Cáceres organizava reuniões de negociação e utilizava a presença de Centurión, finalista da Copa Libertadores em 2013, para conceder credibilidade aos encontros com outros grupos criminosos. Relatórios apontam deslocamentos dos suspeitos até a cidade de Capitán Bado para reuniões com facções da região de fronteira.


