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Itamaraty alerta para tráfico humano em supostas vagas de emprego no Sudeste Asiático

Dois brasileiros conseguiram fugir do Myanmar no início de Fevereiro, após terem sido vítimas de rede de tráfico humano

Por Da Redação
Às

Itamaraty alerta para tráfico humano em supostas vagas de emprego no Sudeste Asiático

Foto: Reprodução/Fantástico

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu um alerta para a população sobre vagas de emprego falsas em países do Sudeste Asiático que aliciam pessoas para tráfico humano. De acordo com a pasta, a maior arte dos recrutamentos ocorre por meio das redes sociais. 

Segundo o Itamaraty, a maioria dos brasileiros capturados são atraídos com falsas promessas de emprego em “call centers” ou supostas empresas de tecnologia em países como Camboja, Tailândia, Myanmar e Laos. As vagas, direcionadas aos brasileiros, costumam apresentar salários aparentemente atrativos e custeio de passagens aéreas. 

Após atrair as vítimas para as vagas, as pessoas são submetidas à exploração laboral e forçadas a praticar fraudes online, como esquemas de jogos de azar, golpes com criptomoedas e relacionamentos amorosos fictícios destinados à extorsão de terceiros. Um vez capturados, eles também são obrigados a aliciar outros brasileiros. 

O órgão reforçou que as pessoas não deve aceitar qualquer tipo de oferta de trabalho no Sudeste Asiático que tenha esse perfil de prometer ganhos elevados, contratação rápida ou intermediação informal. 

Brasileiros traficados 

O comunicado do Itamaraty foi emitido no último dia 14 de fevereiro. No mesmo dia, o brasileiro Phelipe de Moura Ferreira, de 26 anos, mantido refém por três meses em um esquema de tráfico humano em Mianmar, no sudeste asiático, publicou pela primeira vez um vídeo em suas redes sociais avisando que havia sido resgatado e logo mais retornaria ao Brasil. 

Phelipe e o brasileiro Luckas Viana dos Santos, de 31 anos, foram escravizados junto com centenas de imigrantes após aceitarem propostas de emprego falsas em 2024 no Sudeste Asiático. Ambos foram resgatados no dia 9 de fevereiro, com ajuda da ONG "The Exodus Road". 

Eles receberam as propostas de emprego pelo Telegram, no anúncio eram apresentadas como vagas na área de tecnologia na Tailândia. Os mafiosos custearam os custos da viagem e quando encontraram as vítimas fizeram elas de refém para atuar em uma máfia de golpes cibernéticos. 
 

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