Explosão em São Paulo: empresa diz que investigação vai apontar “o que deu errado”
Sabesp dividirá responsabilidade por operação compartilhada

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O diretor institucional e regulatório da Comgás, Bruno Dalcolmo, afirmou nesta quarta-feira (13) que a investigação sobre a explosão de uma tubulação no bairro do Jaguaré, em São Paulo, deverá apontar “o que deu errado” na ocorrência que matou um homem de 49 anos, deixou três feridos e destruiu dezenas de imóveis.
Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás cerca de três horas antes da explosão registrada na tarde de segunda-feira (11). Cinco imóveis já foram condenados à demolição.
Durante entrevista coletiva, Dalcolmo disse que a concessionária segue protocolos rígidos de segurança e possui metas regulatórias para atendimento de emergência. Ainda assim, reconheceu que houve falha no caso.
“Precisamos entender o que deu errado, porque naturalmente alguma coisa deu errado, apesar do cumprimento dos protocolos de segurança”, afirmou.
Questionado sobre uma possível evacuação preventiva dos imóveis enquanto equipes atendiam a ocorrência, o diretor não respondeu diretamente.
Segundo ele, a apuração irá analisar o tempo de resposta da empresa, a atuação das concessionárias, o papel de terceirizadas e relatos dos moradores para elaborar um relatório com recomendações de melhoria nos protocolos de segurança.
A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp, Samanta Souza, afirmou que houve marcação prévia do solo antes das obras realizadas na região e que as equipes das duas empresas atuavam de forma integrada no local.
As empresas também anunciaram auxílio emergencial de R$ 5 mil para as famílias afetadas, além do ressarcimento por danos materiais e reconstrução dos imóveis atingidos. Segundo a Sabesp, o número de famílias atendidas subiu de 194 para 232.


