Extrema pobreza no Brasil cai para a mínima histórica em 2020, diz Banco Mundial
Auxílio emergencial ajudou a tirar 7,4 milhões da pobreza

Foto: Agência Brasil
A economista líder no Brasil do Banco Mundial, Shireen Mahdi, disse nesta segunda-feira (7), em entrevista à CNN, que o país apresentou uma das taxas de pobreza extrema mais baixas da região da América Latina e Caribe durante a pandemia. Em 2019, o país tinha 11,4 milhões de pessoas na extrema pobreza. Esse número caiu para 4,04 milhões em 2020.
Com isso, quase 7,4 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza extrema. Segundo o Banco Mundial, se enquadram nessa situação pessoas com renda menor que US$ 2,15 (cerca de R$ 10,8) por dia. As linhas de pobreza foram atualizadas pelo banco em outubro deste ano, quando foram uniformizados os dados usados por todos os países tendo como base a paridade do poder de compra (PPP) no ano de 2017.
“Nossos dados mostram uma queda brusca na taxa de pobreza entre 2019 e 2020. Esse resultado ocorreu após a intervenção do governo, com o pagamento do auxílio emergencial. Muitos países também apresentaram pacotes de intervenções, mas não conseguiram um pacote tão grande, que tivesse um impacto de redução de pobreza como o Brasil”, disse a economista.
Apesar de o Brasil ter sido um dos países que teve o melhor desempenho de queda na pobreza entre os latinos no primeiro ano da pandemia, a expectativa para 2021 é diferente. Do total da população brasileira (cerca de 214 milhões de pessoas), a estimativa é de que o número de pessoas vulneráveis atinja 5,8% da população total. Com isso, em 2021, 12,4 milhões de pessoas podem ter ficado na faixa da pobreza extrema. “O auxílio emergencial foi uma resposta rápida e generosa, porém com resultado de curto prazo”, afirmou Shireen.


