Fábio Mota se revolta com dívida do Grêmio sobre Wagner Leonardo e brada: "É clube mais caloteiro do país"
Presidente mencionou que falta de acordo também gera dívida do Leão com outros clubes

Foto: Victor Ferreira/ EC Vitória
O presidente do Vitória Fábio Mota voltou a cobrar o Grêmio pelo não pagamento da compra do zagueiro Wagner Leonardo, que foi adquirido pelo Rubro-Negro junto ao Grêmio pelo valor de R$ 4,5 milhões de dólares (R$ 26 milhões). A declaração do mandatário ocorreu em entrevista à Rádio Grenal do Rio Grande do Sul na noite da última quarta-feira (10).
Fábio Mota disse ter esperado que os dirigentes do clube gaúcho estivessem em Salvador onde o Grêmio enfrentou o Vitória na última segunda-feira (7), mas eles não apareceram, o que provocou chateação do dirigente rubro-negro.
"Não apareceram no estádio, até mandei mensagem. O Odorico (presidente do Grêmio) não estava aqui, esperei muito ele para conversar e isso me irritou mais ainda. Esperava que ele viesse aqui, senta-se comigo e fizesse um novo plano de parcelamento, para eu puder acalmar quem tá me cobrando por não ter recebido do Grêmio. Simplesmente me ignoraram", afirmou.
A versão foi negada pelo Grêmio que disse que o departamento de futebol estava completo na partida, contando com a presença do vice-presidente de futebol Rafael Lima e o executivo Paulo Pelaipe.
Fábio Mota ainda disse que os valores que não foram recebidos impacta no pagamento pelas compras de Erick, com o São Paulo, e Baralhas, junto ao Atlético-GO.
“Contamos com esse dinheiro para pagar uma parcela de Erick ao São Paulo. Contamos com esse dinheiro para pagar uma parcela de Baralhas ao Atlético-GO. O Grêmio fez quase R$ 100 milhões em vendas, ignorou nossas cobranças e levamos um transfer ban da Fifa porque o contrato estava espelhado com o do Portimonense”,
O mandatário também revelou que teve interesse no retorno de Wagner Leonardo, buscou o Grêmio e conversou com o zagueiro. Porém, os gaúchos queriam transformar o valor devido em porcentagem na negociação para o Rubro-Negro, mas o time baiano negou a possibilidade.
O mandatário do Vitória ainda disse que o "Grêmio é o clube mais caloteiro do país hoje" e usou o exemplo do Internacional, que negociou o lateral Ramon e não teve nenhum problema.
Presidente já fez cobrança antes
Fábio Mota já havia se referido ao Grêmio como um "time caloteiro" pelo não pagamento da dívida.
"Passando uma borracha aqui. Chamamos torcida para passar borracha. Seria uma injustiça perder para um time caloteiro desse, que deve 2,5 milhões de dólares ao clube. Continua contratando, futebol brasileiro precisa mudar. O Vitória já entrou na Justiça, e novembro a gente entra com execução. [Diretoria do Grêmio] não apareceu, ficaram no hotel e não tiveram coragem de vir aqui", afirmou Fábio Mota em entrevista à Rádio Sociedade.
Em outubro de 2025, o Vitória já havia acionado o Grêmio na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CRND) da CBF cobrando os valores.
Grêmio contesta valores
Apesar de reconhecer a dívida, o time gaúcho disse que o valor cobrado pelo Vitória não é verdadeiro. O Imortal menciona que a dívida é de US$ 1 milhão e não os US$ 2,5 milhões cobrados por Fábio Mota.


