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Fabricante de medicamento usado em mutirão que deixou pacientes cegos na Bahia diz que substância é usada em tratamentos contra câncer

Hospital Ceom defendeu que uso de medicamento em tratamentos oftalmológicos é prática legal, comprovada por análises científicas

Por Da Redação
Às

Atualizado
Fabricante de medicamento usado em mutirão que deixou pacientes cegos na Bahia diz que substância é usada em tratamentos contra câncer

Foto: Reprodução

A Roche Farma Brasil, responsável pela fabricação do medicamento Avastin, informou na quarta-feira (8), que o medicamento utilizado no mutirão oftalmológico que deixou pacientes sem enxergar na Bahia não é indicado para os olhos.

Conforme divulgado pela empresa, o uso fora de bula (off-label) da substância Avastin, indicada para tratamento contra câncer, tem sido associado a eventos adversos. 

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) a clínica realizou procedimentos de Terapia Antiangiogência (TAG) em 143 pacientes, com aplicação do Avastin, agente biológico oncológico. A pasta detalhou que 26 pacientes relataram problemas como ardência e hiperemia ocular, dos quais 23 foram identificados como pacientes do Sistema Único de Saúde.

Segundo o fabricante, a substância possui aprovação regulatória da Anvisa desde 2002, e foi desenvolvida, estudada e formulada para tratar vários tipos de câncer e não para uso oftalmológico injetável.

Por meio de nota, o Centro Médico e Odontológico (Hospital Ceom), em Irecê, defendeu que "o uso de  Avastin (bevacizumabe) em procedimentos de terapia antiangiogênica encontra respaldo em diretrizes clínicas e protocolos terapêuticos oficialmente estabelecidos pelo Ministério da Saúde, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) aprovados pelas Portarias Conjuntas nº 18/2021 e nº 14/2021".

A unidade afirma que o medicamento é amplamente utilizando em tratamentos oftalmológicos que envolvem neovascularização anômala, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e a retinopatia diabética. O hospital ainda declarou que a utilização do medicamento, quando comprovada a eficiência cientificamente, configura prática legítima e amplamente aceita na medicina. 
 

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