'Falha de diagnóstico e preparação', diz embaixador sobre situação da América Latina contra Covid-19
Países seguem na luta em busca de vacinas

Foto: Reprodução/ Agência Brasil
O diretor da Equipe de Trabalho Africana para a Aquisição de Vacinas (AVATT, na sigla em inglês), John Nkengasong, anunciou, em fevereiro, a compra de 300 milhões de doses do imunizante russo Sputnik V. Meses antes, uma equipe garantiu 270 milhões de doses da AstraZeneca, Pfizer e Johnson & Johnson. Na América Latina, onde vivem 8,5% da população mundial, até agora foram registrados um terço das mortes na pandemia, sendo o Brasil e o México os epicentros globais.
Com a exceção do Chile, que aplica uma média de 200 mil doses diárias e já imunizou 5 milhões de pessoas com a primeira dose (28% da população), os demais países seguem na luta para conseguir mais vacinas.
No bloco entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, projetos como iniciativas pelo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América do Sul (Prosul) e Mercosul, sobre pesquisa, educação e biotecnologias ensino à saúde, podem ser fundamentais para as próximas fases da pandemia.
"Nossa expectativa é de que o diálogo em curso no Prosul e outros foros nos prepare melhor para as próximas fases da pandemia e crises futuras sanitárias", afirma o embaixador Pedro Miguel Costa e Silva, Secretário de Negociações Bilaterais e Regionais das Américas do Itamaraty.
Para ele, “não contar hoje com mecanismos mais eficazes foi uma falha coletiva”.
"Falha de diagnóstico e preparação. Mas, pensando no que já estamos fazendo, juntando nossa capacidade, experiência e outros países, podemos ter vantagens comparativas para produzir insumos, vacinas, pesquisas e ter uma resposta regional mais rápida", afirma Costa e Silva.