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Família de Maradona pede penas de até 16 anos para acusados pela morte do craque

Advogado do filho mais novo do ex-jogador quer punições mais severas que as propostas pela promotoria no julgamento.

Por Da Redação
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Família de Maradona pede penas de até 16 anos para acusados pela morte do craque

Foto: Reuters/ Agustin Marcarian

A família de Diego Maradona pediu penas mais duras para os profissionais de saúde acusados pela morte do ex-jogador, em 2020. Durante audiência realizada na última terça-feira (13), no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, o advogado Mario Baudry solicitou até 16 anos de prisão para dois dos prinicipais réus. 

O neurocirurgião Leopoldo Luque e a coordenadora médica Nancy Forlini são os alvos das maiores penas, de 16 anos para cada um. Baudry, que representa Diego Fernando, filho mais novo de Maradona, também pediu 14 anos para a psiquiatra Agustina Cosachov e 12 anos para o psicólogo Carlos Díaz. 

Durante a audiência, o advogado fez duras acusações contra Luque, médico de confiança de Maradona. "Desde o primeiro momento, Luque sabia exatamente o que estava por vir e tentou se eximir de culpa. Ele sabia que Diego morreria com o tratamento que lhe estavam dando", afirmou.

Os pedidos da família superam as penas defendidas pela promotoria, que propõe condenações de quatro a 12 anos de prisão para seis dos sete acusados e a absolvição de um deles. O julgamento está na reta final, com as defesas previstas para se manifestarem no dia 22 de outubro. A sentença será anunciada posteriormente..

Ao todo, sete profissionais envolvidos no atendimento de Maradona respondem pelo caso, Luque, Forlini, Cosachov, Díaz, o coordenador de enfermagem Mariano Perroni, o médico Pedro Pablo Di Spagna e o enfermeiro Ricardo Almiro.

A acusação trata o caso como homicídio com dolo eventual. Segundo a Promotoria-Geral de San Isidro, Maradona apresentou sinais de agonia antes de morrer e não recebeu o monitoramento necessário nas horas que antecederam sua morte. As penas previstas para o crime podem variar de oito a 25 anos de prisão.

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