Feira Preta abre inscrições para empreendedores negros, indígenas e quilombolas em Salvador
Festival acontece pela primeira vez na capital baiana entre os dias 28 e 30 de novembro, na Praça Maria Felipa

Foto: Lucas Moura / PMS
O Instituto Feira Preta abriu inscrições para empreendedores negros, indígenas e quilombolas interessados em participar como expositores da edição 2025 do Feira Preta Festival. Pela primeira vez, o evento será realizado em Salvador, entre os dias 28 e 30 de novembro, na Praça Maria Felipa, no bairro do Comércio.
Criada em 2002, a Feira Preta se consolidou como o maior festival de economia criativa e cultura negra da América Latina. Neste ano, a iniciativa integra a programação do Salvador Capital Afro e conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).
Podem se inscrever empreendedores que atuem com exposição e comercialização de produtos nas áreas de artes, artesanato, literatura, moda, papelaria, artigos infantis, decoração, beleza, entre outras, ou que ofereçam serviços como comunicação, marketing, educação, turismo, tecnologia, saúde e bem-estar. As inscrições devem ser feitas até 11 de setembro, pelo link https://encurtador.com.br/W0GLF.
A seleção ficará a cargo de uma curadoria do Instituto Feira Preta, que levará em conta critérios como originalidade, conexão com a cultura afro-brasileira, qualidade, sustentabilidade e impacto social. Os empreendedores pré-selecionados receberão informações sobre logística, estrutura e taxas de participação.
Além do espaço de negócios, o festival promove formações e experiências culturais. Atualmente, 25 pessoas participam do projeto Feira Preta Cria Música, no Arquivo Público de Salvador. Já o Feira Preta Cria Moda levará novas coleções para o evento em novembro. Alguns dos artistas formados também serão selecionados para apresentações musicais no palco do festival.
De acordo com Adriana Barbosa, fundadora do Instituto Feira Preta, a chegada do evento a Salvador simboliza a força da cultura negra na capital baiana. “O Feira Preta é mais do que um evento, é um movimento que fortalece o empreendedorismo negro, valoriza a nossa cultura e cria oportunidades reais de negócios e conexão. Levar o festival para Salvador é celebrar a potência criativa e ancestral dessa cidade, conectando talentos locais e nacionais em um espaço de troca, inovação e pertencimento”, afirmou.