Fernando Haddad destaca espaço para crescimento na Economia Brasileira

Ministro da Fazenda enfatizou que a arrecadação federal não deverá aumentar "nem 1%" este ano

Por Da Redação
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Fernando Haddad destaca espaço para crescimento na Economia Brasileira

Foto: Agência Brasil

Durante um evento promovido pelo BTG Pactual nesta segunda-feira (6), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Banco Central tem "muita gordura monetária para queimar". Ele também expressou preocupação com o desempenho abaixo do esperado da arrecadação devido a decisões passadas que ele chamou de "meteoros".

Haddad enfatizou que a arrecadação federal não deverá aumentar "nem 1%" este ano, apesar da expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 3% até o final de 2023.

O ministro reiterou a necessidade de apoio dos três Poderes para mitigar a forte redução da base de cálculo de impostos federais devido a benefícios concedidos pelos governos estaduais. Ele também defendeu a continuidade da redução das taxas de juros pelo Banco Central. 

"Estamos em um momento em que temos condição de fazer a economia crescer porque ainda temos muita gordura monetária para queimar, estamos com uma taxa ainda de 12,25% ao ano, depois de um ano de trabalho, caiu 1,5 ponto. Temos espaço para continuar trabalhando com juros civilizados no Brasil desde que haja compromisso dos três Poderes", afirmou Haddad.

Na semana passada, o Banco Central reduziu novamente a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 12,25% ao ano, enfatizando a importância de perseguir as metas fiscais estabelecidas pelo governo em um comunicado que alertava para uma possível piora no cenário internacional. Durante a apresentação, o ministro destacou que os impactos na arrecadação, causados pelos incentivos tributários estaduais, decorreram de decisões tomadas pelo Congresso e pelo Judiciário em 2017 e não foram percebidos em governos anteriores.

De acordo com Haddad, a erosão dos tributos federais relacionados a esses temas deve chegar a 65 bilhões de reais este ano, afetando o arcabouço fiscal. Para solucionar esse problema, o ministro reforçou a necessidade de aprovação de uma medida provisória pelo Legislativo que limite esses incentivos federais a investimentos realizados pelas empresas, e não a despesas operacionais.

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