Fiocruz informa que casos de influenza A seguem em crescimento no Brasil
Pesquisadores reforçaram importância de vacinação e ações de prevenção

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O número de casos de influenza A segue crescendo no Brasil. Segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado pelo Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maior parte dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em risco de alerta por causa da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que representa risco ou elevado risco em crescimento.
O boletim destaca que a influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus são provocados pela maioria das ocorrências de SRAG e podem causar em morte nos episódios mais graves.
De acordo com os registros feitos pelo InfoGripe, que foram divulgados na quarta-feira (1), nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 27,4% foram casos positivos de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de vírus sincicial respiratório; 45,3% de rinovírus; e 7,3% de Sars-CoV-2 (covid-19).
O número de mortes no mesmo período, entre os registros positivos, aconteceu a presença do mesmo vírus com 36,9% de influenza A, de 2,5% influenza B, 5,9% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 25,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). “O estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, período de 22 a 28 de março”, emendou a Fiocruz no texto de divulgação do Boletim.
Vacinação
Os pesquisadores avaliam que a imunização contra influenza se torna mais necessária, o que pode ser facilitado pela Campanha Nacional de Vacinação que começou no último sábado (28), nas regiões onde ocorre o avanço dos casos.
A ação é feita anualmente pelo Ministério da Saúde, apoiado por estados e municípios e seguirá até o dia 30 de maio e a população poderá buscar a imunização gratuita em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
“É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, disse a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella.
A pesquisadora reforçou que as pessoas de estados onde acontecem aumento de SRAG utilizem máscaras em locais fechados e com mais aglomeração, principalmente as que fazem parte dos grupos de risco. Tatiana ressaltou importância de manter higiene, a exemplo de lavar constantemente as mãos.


