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Flávio Bolsonaro admite não ter provas de fraude eleitoral e cogita disputar Presidência em 2030

Senador afirmou que poderá concorrer novamente ao Palácio do Planalto caso tenha apoio do PL

Por Da Redação
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Atualizado
Flávio Bolsonaro admite não ter provas de fraude eleitoral e cogita disputar Presidência em 2030

Foto: Vittor Sales

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu não ter provas de fraude nas eleições presidenciais de 2026, mas voltou a questionar o resultado do pleito, vencido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar afirmou, nesta sexta-feira (6), em entrevista exclusiva à Folha de S. Paulo, que não dispõe de evidências para sustentar as acusações, mas alegou que o assunto é proibido de ser investigado no país.

Apesar de reconhecer a ausência de provas, Flávio declarou que o Partido Liberal (PL) pretende contestar judicialmente a chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), com acusações de abuso de poder econômico e uso da máquina pública durante a campanha eleitoral. 

Entre as medidas citadas pelo senador estão o aumento do Bolsa Família, o Pé-de-Meia Universitário e a promessa de repasse de R$ 5 mil a microempreendedores individuais (MEIs). Ele também voltou a levantar suspeitas sobre a apuração dos votos e a prorrogação do horário de votação no segundo turno. 

Flávio Bolsonaro afirmou que poderá disputar novamente a Presidência da República em 2030, desde que tenha o apoio do PL. A declaração ocorre em meio às especulações sobre uma possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao mesmo cargo. 

“Se houver eleição antes, tenho esse direito; em 2030, também, se eu quiser e o partido concordar”, afirmou. O senador acrescentou que, caso Jair Bolsonaro recupere os direitos políticos, o ex-presidente será seu candidato. 

O parlamentar também comentou sua permanência nos Estados Unidos, para onde viajou com a família após deixar o Brasil. Flávio Bolsonaro evitou revelar detalhes sobre a organização e o financiamento da viagem, mas afirmou que pretende decidir com os familiares como será sua permanência no país. Ele também declarou que pretende manter o mandato de senador, com participação virtual nas atividades parlamentares quando possível. 

Ao comparar sua saída do Brasil com o retorno do pai ao país em 2023, ele afirmou que não pretende repetir o que considera um erro de Jair Bolsonaro. O ex-presidente voltou ao Brasil após passar três meses nos Estados Unidos e, posteriormente, foi preso.

Flávio também declarou que não pretende retornar ao Brasil enquanto considerar que não terá um processo justo. Segundo ele, sua saída ocorreu diante do que considera um cenário de perseguição política.

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