Flávio Bolsonaro apresenta 19 exigências para liberar sigilos após desafio de Lula
As exigências foram apresentadas nesta quarta-feira (21)

Foto: Vittor Sales
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresentou 19 condições para autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, após ser desafiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As exigências foram formalizadas nesta quarta-feira (21), em documento encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre as exigências do senador estão:
- Quebra do sigilo de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, incluindo informações telefônicas, bancárias e fiscais.
- Abertura dos dados do Instituto Lula.
- Divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência da República e da primeira-dama, Janja da Silva.
- Acesso aos sigilos dos filhos de Lula, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
- Abertura dos dados de empresas ligadas aos filhos e familiares do presidente.
- Divulgação da agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025.
- Acesso aos registros de voos da Força Aérea Brasileira (FAB), incluindo listas de passageiros.
- Divulgação dos registros de reuniões entre Lula e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.
- Acesso aos registros de entrada de Vorcaro e de pessoas ligadas a ele no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada.
- Abertura de informações relacionadas ao ex-ministro Guido Mantega.
- Quebra dos sigilos de Roberta Luchsinger, empresária citada nas investigações relacionadas a descontos indevidos em benefícios do INSS.
- Abertura dos dados de Edson Claro, mencionado no contexto das investigações.
- Divulgação de informações sobre Frei Chico, irmão do presidente Lula.
- Acesso aos dados do Sindnapi, sindicato do qual Frei Chico é vice-presidente.
- Quebra dos sigilos de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.
- Divulgação dos registros de visitantes do Palácio da Alvorada, incluindo visitas de familiares do presidente.
- Acesso aos dados de empresas e pessoas próximas ao presidente que, segundo a campanha do senador, poderiam ter relação com movimentações financeiras investigadas.
- Divulgação de informações sobre contatos telefônicos realizados por meio de assessores de Lula, sob a alegação de que o presidente utilizaria linhas telefônicas de terceiros.
- Ampliação do período de análise dos dados para 20 anos, desde 2003, em contraste com os oito anos inicialmente propostos por Lula.
O impasse teve início durante o debate presidencial promovido pela Band, no domingo (18), quando Lula desafiou o adversário a abrir seus sigilos bancário e telefônico. Na terça-feira (20), o presidente formalizou a proposta no TSE, incluindo dados próprios e de familiares, com a condição de que Flávio adotasse a mesma medida.
A troca de acusações ocorre na reta final da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), e deve voltar a ser discutida no debate entre os candidatos previsto para sexta-feira (23), na TV Globo.


