Flávio Bolsonaro chamou Bolsa Família de “bolsa-farelo”; comentários do senador repercute nas redes sociais
Hoje defensor do benefício, candidato criticou o programa como “financiamento público de campanha do PT”

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que promete manter o Bolsa Família caso seja eleito, já associou o programa à compra de votos e acusou o PT de usar o benefício para manter famílias em situação de dependência. As críticas aparecem em publicações antigas que repercutem nas redes sociais.
Em junho de 2013, Flávio escreveu que o PT “perpetua a pobreza com o bolsa-farelo, mantendo as pessoas nessa dependência para não perder seus votos”. Dois anos antes, ao comentar uma notícia sobre um acordo para reajustar o Bolsa Família, classificou a medida como “financiamento público de campanha do PT”.
Os posts também mostram críticas ao Renda Melhor, programa estadual de transferência de renda do Rio de Janeiro. Em 23 de novembro de 2011, Flávio destacou ter sido o único parlamentar contrário à proposta.
“Aprovado bolsa-farelo estadual no RJ, por 54 votos a 1: o meu contrário ao clientelismo eleitoreiro”, publicou.
Segundo levantamento do ICL Notícias sobre os discursos do parlamentar, em junho de 2006 ele incluiu o Bolsa Família entre os programas que considerava prejudiciais à sociedade. “Programas que consideremos não-benéficos para a sociedade – como, por exemplo, o Bolsa Família, do governo Lula, e o Cheque Cidadão, do governo do Estado”, disse.
Em setembro daquele ano, ao defender uma proposta de laqueadura e vasectomia gratuitas na rede estadual, afirmou que o benefício estimularia famílias pobres a terem mais filhos. “Muitos pais irresponsáveis acabam sentindo-se estimulados a colocar cada vez mais filhos no mundo, por incentivo do próprio governo”, declarou.
Eleições 2026
Na campanha presidencial, o senador passou a defender publicamente a manutenção do benefício federal. Em junho deste ano, durante evento em São Paulo, classificou o Bolsa Família como “um direito adquirido do povo brasileiro” e disse que ninguém teria o direito de acabar com o programa.
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Questionado pelo Estadão naquele mês, Flávio negou mudança de posição. Em nota, afirmou que defende a mobilidade social e a ampliação do tempo de permanência no programa para quem conquistar emprego e renda.
"O Bolsa Família é um direito conquistado pelo povo brasileiro e foi o governo do Bolsonaro que triplicou o valor pago às famílias. Diferente do PT, que utiliza o benefício de forma clientelista, nós defendemos um caminho para a mobilidade social. Exatamente por isso, uma das minhas propostas é a ampliação do tempo de permanência no programa a partir da conquista de empregabilidade e renda. Ninguém mais precisará ter medo de perder o benefício por buscar autonomia financeira.", declarou.
Esse grupo concentrou mais de 95% da redução nacional do trabalho infantil no período, de 151 mil pessoas. Apesar da queda, o Brasil ainda tinha cerca de 1,5 milhão de crianças e adolescentes nessa situação em 2025.
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