Vídeo: Flávio Bolsonaro oferece picanha e refrigerante a jornalistas após operação contra fonte no Maranhão
Senador criticou decisão que autorizou busca e apreensão contra ex-secretário apontado como fonte de reportagens sobre Flávio Dino.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
O senador e candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ofereceu picanha com mandioca e refrigerante para jornalistas nesta terça-feira (11), em Brasília como protesto contra a decisão judicial que autorizou uma operação de busca e apreensão contra uma fonte jornalística no Maranhão. Em vídeo, Flávio afirmou que a medida representa uma ameaça ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa. Segundo ele, a decisão cria um precedente grave para o trabalho de jornalistas.
“Gostaria de expressar minha solidariedade a vocês e a todos os profissionais da imprensa diante da recente decisão judicial que autorizou uma operação de busca e apreensão contra a fonte de uma jornalista no Maranhão. O sigilo da fonte é um pilar fundamental da liberdade de imprensa e, consequentemente, da nossa democracia; sua violação é um precedente extremamente grave”, afirmou.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim. Segundo o advogado de Cutrim, ele teria sido identificado como fonte de reportagens do jornalista Luís Pablo sobre o suposto uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares. A medida foi solicitada pela Polícia Federal e teve aval da Procuradoria-Geral da República, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil.
Flávio Bolsonaro criticou a decisão e afirmou que a investigação deveria se concentrar nas denúncias apresentadas nas reportagens.
“Considero inadmissível que um ministro do Supremo Tribunal Federal determine medidas dessa natureza contra o exercício jornalístico, especialmente quando a reportagem em questão visava denunciar o mau uso de recursos públicos por agentes estatais. Esse tipo de arbitrariedade coloca em risco a própria segurança dos profissionais e inibe o trabalho de investigação jornalística, uma vez que compromete a confiança necessária entre o repórter e suas fontes”, declarou.
Confira o vídeo abaixo


