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Campanha de Flávio Bolsonaro propõe prazo de dois anos para beneficiários deixarem o Bolsa Família

Coordenadora do núcleo econômico da campanha afirma que plano prevê crédito e capacitação para incentivar entrada no mercado de trabalho.

Por Da Redação
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Campanha de Flávio Bolsonaro propõe prazo de dois anos para beneficiários deixarem o Bolsa Família

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira (19) que o plano de governo do candidato à Presidência prevê um período de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família. Após esse prazo, a proposta é que eles deixem o programa social.

Em entrevista à CBN Bahia, Marques explicou que a iniciativa busca incentivar os beneficiários a abrir negócios próprios ou conseguir empregos com carteira assinada. Segundo ela, haveria retorno automático ao programa caso a tentativa de aumentar a renda não desse certo.

“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado”, afirmou.

A coordenadora também disse que um eventual governo do PL pretende criar o Ministério da Prosperidade. A pasta seria responsável por articular medidas de concessão de crédito, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas para oferecer cursos. Segundo Daniella Marques, a proposta pretende manter as proteções sociais e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades de geração de renda. A declaração foi feita durante a campanha presidencial de 2026, na qual Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro.

Como funciona o Bolsa Família atualmente

O Bolsa Família atende famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, desde que estejam inscritas no Cadastro Único e cumpram as exigências do programa nas áreas de saúde e educação. Atualmente, o benefício mínimo é de R$ 600 por família, com adicionais conforme a composição familiar. Entre eles estão pagamentos para crianças pequenas, gestantes, crianças e adolescentes e bebês de até seis meses. O programa também possui uma regra de proteção para famílias cuja renda aumenta após a entrada no mercado de trabalho. Nesses casos, o benefício não é necessariamente cancelado de imediato: famílias que atendem aos critérios podem continuar recebendo 50% do valor por um período determinado.

A proposta apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro prevê uma transição de dois anos e retorno automático em caso de insucesso, mas os detalhes de implementação da medida não foram apresentados na declaração citada.

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