Flica 2026 debate impactos da inteligência artificial na literatura e na criação artística; confira programação
14ª edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira acontece de 5 a 8 de novembro, com programação gratuita no Recôncavo Baiano

Foto: Divulgação/Diêgo Silva
A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) chega à 14ª edição entre os dias 5 e 8 de novembro, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Neste ano, o evento terá como tema “Como ser criativo com tanta IA por aí?”, propondo debates sobre os impactos da inteligência artificial na literatura, nas artes e nos processos de criação.
Com entrada gratuita, a programação reúne debates, lançamentos de livros, sessões de autógrafos, saraus, contação de histórias, oficinas, apresentações artísticas e teatrais, manifestações culturais, exposições e shows.
Entre os principais espaços estão a Tenda Paraguaçu, instalada às margens do rio que dá nome ao local; a Fliquinha, voltada ao público infantil; e a Geração Flica, dedicada ao público jovem. A programação também inclui o Espaço Bahia Presente, a Casa dos Autores e das Autoras Baianas, o Espaço Flica Multi, o Centro Cultural Dannemann, em São Félix, e os palcos Ritmos e Raízes.
Inteligência artificial é tema central dos debates
Na Tenda Paraguaçu, a inteligência artificial será o ponto de partida para discussões sobre criatividade, autoria, direitos autorais, racismo algorítmico, fake news e as transformações provocadas pelas novas tecnologias na produção e no consumo de literatura e arte.
Entre os convidados estão Larissa Luz, cantora, compositora, atriz e comunicadora baiana, e Sérgio Rodrigues, escritor e jornalista que lançou, em 2025, o livro Escrever é humano – Como dar vida à sua escrita em tempo de robôs.
Evento conta com programação para crianças
Voltada a crianças e famílias, a Fliquinha terá contação de histórias e oficinas de desenho, música, capoeira, teatro, cinema, pintura e produção textual.
O espaço também contará com lançamentos de livros e a Pedaloteca, biblioteca interativa instalada em uma bicicleta.
Entre os convidados estão Gabriel Dearo e Manu Digilio, criadores da série As Aventuras de Mike; o ilustrador e cartunista Cau Gomez; e Cleuza Maria, presidente da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, uma das referências da cultura afro-brasileira em Cachoeira.
Geração Flica reúne literatura, redes sociais e IA
No Cine Theatro Cachoeirano, a Geração Flica terá encontros sobre literatura, redes sociais, autoria e inteligência artificial.
A programação reúne nomes como Zoe X, autora de mais de 20 livros; Filipe Soares, escritor e jornalista; Paulo Moreira, ilustrador e quadrinista; e Lailane Dórea, conhecida como Beberes, maquiadora e criadora de conteúdo.
Música e manifestações culturais
A programação artística será distribuída entre os palcos Ritmos e Raízes, que terão atrações voltadas às manifestações tradicionais do Recôncavo e à produção de artistas contemporâneos.
Entre os nomes anunciados estão Jau, cantor e compositor baiano conhecido pela trajetória no samba-reggae, e Sued Nunes, artista do Recôncavo que combina elementos da música afro-brasileira, ancestralidade e batidas eletrônicas.
Flica terá espaço para artistas baianos
A festa também terá uma programação dedicada a autores e artistas da Bahia.
Uma das novidades desta edição é o edital “Vozes da Bahia”, realizado em parceria com a Fundação Pedro Calmon. A iniciativa prevê a seleção de escritores, ilustradores, quadrinistas, cordelistas, roteiristas e outros profissionais para participação na Casa dos Autores e das Autoras Baianas.
De acordo com as informações divulgadas pela organização, os detalhes sobre as inscrições ainda serão anunciados.
Evento terá recursos de acessibilidade
A Flica contará com recursos de acessibilidade, incluindo tradução em Libras em espaços como a Tenda Paraguaçu, a Fliquinha, a Geração Flica, o Espaço Bahia Presente e o Palco Ritmos.
A programação completa do evento será distribuída entre os diferentes espaços da festa ao longo dos quatro dias.


