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Foliões aderem a câmera fotográfica e deixam celular em casa por medo de furto no Carnaval

Nos blocos, o equipamento aparece como alternativa ao smartphone e também como parte do visual

Por FolhaPress
Às

 Foliões aderem a câmera fotográfica e deixam celular em casa por medo de furto no Carnaval

Foto: Freepik/Divulgação

ALÉXIA SOUSA, GABRIELLA FRANCO, JOSUÉ SEIXAS E ISABELA PALHARES - Em meio às fantasias e ao glitter, um acessório tem se repetido nos blocos de rua neste Carnaval: câmeras digitais compactas, modelos que fizeram sucesso nos anos 2000. Elas têm sido usadas para registrar a folia principalmente por jovens que optaram por deixar o celular em casa ou mais protegido no meio da multidão, para evitar furtos ou roubos.

A estudante universitária Maria Luiza Lemos, 20, levou a câmera antiga para um bloco na zona sul do Rio. "É mais barato se me roubarem", disse.

"Tenho essa câmera há muitos anos, já perdeu um pouco do valor comparado ao meu celular. Então, optei por deixar meu celular em casa, pra evitar furtos, roubos. Trouxe só 'doleira' [pochete pequena que fica escondida dentro da roupa] com documento, cartão e a câmera digital para garantir as fotos com meus amigos."

Nos blocos, o equipamento aparece como alternativa ao smartphone e também como parte do visual. O flash direto e as imagens menos nítidas, comuns nesses modelos, têm sido valorizados pelos jovens, que registram amigos e fantasias com a estética característica das câmeras de 20 anos atrás.

"É mais pela estética antiga, mas ajuda a tirar menos o celular da bolsa. Acabo usando só para me comunicar mesmo", conta a estudante Isabelle Campos, 20. Ela e Laura Lima, 18, usavam uma câmera digital para guardar memórias do bloco Vou de Táxi, no parque Ibirapuera, nesta segunda (16).

No mesmo bloco na capital paulista, a argentina Cecilia Sandoval, 36, que mora em Madri, na Espanha, estava ainda mais precavida. Ela veio passar o Carnaval no Brasil pela primeira vez e optou por não levar itens de valor durante a folia.
"Gosto de me desconectar e ficar despreocupada", afirma. Para fotos e vídeos, a concierge de hotel diz que recorre ao celular dos amigos brasileiros.

Em Olinda (PE), o engenheiro mecânico Vander Sandino, 34, inovou e levou para as ruas uma câmera GoPro, que vê como uma forma mais segura de garantir as imagens que tanto quer guardar, como as do desfile da Pitombeira dos Quatro Cantos. O bloco ganhou novo fôlego neste ano após aparecer no filme "O Agente Secreto", indicado ao Oscar.

"É por segurança e mobilidade. Elimino furto, danos por chuva e ainda ganho mobilidade, porque consigo tirar, gravar e segurar ela na minha mão, além da pulseira. Entro na multidão, gravo e saio. Apesar de o número de policiais ser alto, não se pode dar bobeira", afirmou.

A pulseira citada por Sandino é outra tendência entre a multidão para manter os eletrônicos mais protegidos. Também é comum encontrar cordinhas de segurança fixadas na pochete ou nos bolsos, fixando os equipamentos.

Há ainda quem tenha feito da valorização da estética antiga uma forma de ganhar dinheiro neste Carnaval. Ambulantes passaram a oferecer fotos instantâneas com câmeras do tipo Polaroid. No Ibirapuera, elas custam cerca de R$ 20.

O fotógrafo João Agessi, 26, conta que começou a vender retratos de Polaroid nos cortejos neste ano. Segundo ele, os cliques têm feito sucesso especialmente em blocos pequenos na capital paulista.

Os furtos de celulares durante a folia são tão comuns que a Polícia Civil de São Paulo e do Rio de Janeiro passaram a fantasiar agentes do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) para se infiltrarem entre os foliões e prenderem suspeitos. Os policias saem todos os dias com fantasias diferentes, como da turma do seriado mexicano "Chaves", de caça-fantasmas e do desenho "Scooby-Doo".

Durante os dois primeiros fins de semana de Carnaval na capital paulista, os agentes já recuperaram de mais de 60 celulares roubados ou furtados, além de prenderem 42 suspeitos de roubo, furto, tráfico e adulteração de bebidas. Somente no último sábado (14), 32 aparelhos foram apreendidos em diferentes pontos da cidade.

No Rio, policiais com disfarces de personagens da série espanhola "La Casa de Papel" e Jason, do filme "Sexta-feira 13", além de máscaras que remetem ao Batman e ao Capitão América, também prenderam em flagrante na sexta (13) dois suspeitos de furtar aparelhos em um bloco em Santa Teresa. Segundo a Polícia Civil, a ação integra a Operação Rastreio.

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